BRASIL - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste sábado (28) a posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou como “inaceitável” a postura adotada pelo Palácio do Planalto.
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) condenou a ofensiva militar e afirmou que a negociação entre as partes é o “único caminho viável para a paz”.
Flávio Bolsonaro critica governo Lula sobre Irã
Ao comentar o posicionamento oficial, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil estaria “do lado errado de um conflito grave”.
“O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave”, escreveu o senador.
Flávio também declarou que o Irã não é um ator neutro no cenário internacional e defendeu que o Brasil não deve assumir protagonismo em disputas externas.
Itamaraty condena ataques
Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que:
- Condena os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã;
- Expressa “grave preocupação” com a escalada militar;
- Defende o diálogo diplomático como única alternativa viável para a paz.
Segundo o governo brasileiro, os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes.
Gleisi rebate críticas
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), respondeu às declarações do senador também pelas redes sociais.
Ela afirmou que Flávio Bolsonaro “não aprendeu nada com o repúdio nacional à traição de sua família ao Brasil” e acusou o parlamentar de defender subserviência aos Estados Unidos.
“Segue pregando subserviência a Trump, mesmo quando ele viola leis internacionais e faz um ataque que ameaça a paz no mundo”, declarou a ministra.
O confronto verbal ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio após ataques coordenados e retaliações militares envolvendo os três países.
A declaração de Flávio Bolsonaro e a resposta do governo ampliam o debate interno sobre política externa e reforçam a polarização em torno do posicionamento brasileiro diante do conflito internacional.
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