BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) a arguição que questionava a suspeição de Toffoli na relatoria da investigação sobre fraudes no Banco Master.
A medida foi adotada após reunião dos ministros da Corte, realizada no último dia 12, que concluiu não haver motivo para declarar o impedimento do magistrado.
Relatório da PF citava mensagens
A arguição foi autuada por Fachin com base em relatório entregue ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia 9.
O documento mencionava mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que faziam referência ao ministro Dias Toffoli.
As conversas, trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tratavam do pagamento de despesas relacionadas ao resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ligado à família de Toffoli.
Decisão colegiada do STF
Após a análise do relatório, os dez ministros do STF divulgaram nota afirmando que não havia elementos para declarar a suspeição de Toffoli.
No mesmo comunicado, reconheceram a validade dos atos praticados pelo ministro na condução do inquérito.
Apesar disso, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso, alegando respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos.
Com isso, o arquivamento formalizado por Fachin neste sábado foi consequência do entendimento firmado na reunião.
Investigações sobre o Banco Master
As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro, quando Toffoli determinou que o caso tramitasse na Corte em razão de menção secundária a um deputado federal.
A investigação teve início na Justiça Federal em Brasília e envolve a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Durante a relatoria, Toffoli autorizou diligências, determinou acareação e prorrogou investigações. Também deu aval a operação da Polícia Federal relacionada a suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o banco e fundos administrados pela Reag.
Após a saída de Toffoli, o inquérito foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o caso Master no STF.
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