Caso Master

Fachin arquiva arguição sobre suspeição de Toffoli no caso Master

Relatório da PF citava mensagens sobre resort ligado à família de Toffoli; ministros entenderam que não havia motivo para declarar suspeição.

Ipolítica, com informações do g1

Edson Fachin arquiva arguição que questionava suspeição de Dias Toffoli no inquérito do Banco Master após decisão de ministros do STF. (Gustavo Moreno / STF)

BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) a arguição que questionava a suspeição de Toffoli na relatoria da investigação sobre fraudes no Banco Master.

A medida foi adotada após reunião dos ministros da Corte, realizada no último dia 12, que concluiu não haver motivo para declarar o impedimento do magistrado.

Relatório da PF citava mensagens

A arguição foi autuada por Fachin com base em relatório entregue ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia 9.

O documento mencionava mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que faziam referência ao ministro Dias Toffoli.

As conversas, trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tratavam do pagamento de despesas relacionadas ao resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ligado à família de Toffoli.

Decisão colegiada do STF

Após a análise do relatório, os dez ministros do STF divulgaram nota afirmando que não havia elementos para declarar a suspeição de Toffoli.

No mesmo comunicado, reconheceram a validade dos atos praticados pelo ministro na condução do inquérito.

Apesar disso, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso, alegando respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos.

Com isso, o arquivamento formalizado por Fachin neste sábado foi consequência do entendimento firmado na reunião.

Investigações sobre o Banco Master

As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro, quando Toffoli determinou que o caso tramitasse na Corte em razão de menção secundária a um deputado federal.

A investigação teve início na Justiça Federal em Brasília e envolve a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Durante a relatoria, Toffoli autorizou diligências, determinou acareação e prorrogou investigações. Também deu aval a operação da Polícia Federal relacionada a suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o banco e fundos administrados pela Reag.

Após a saída de Toffoli, o inquérito foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que passou a conduzir o caso Master no STF.

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