Liquidação Extrajudicial

Banco Central liquida Banco Pleno, ligado a banqueiro com relação com petistas

Banco Pleno, que usava a marca Credcesta, era controlado por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e tinha ligação com Rui Costa e Jaques Wagner.

Ipolítica co0m informações do g1

Atualizada em 18/02/2026 às 11h19
Banco Central liquidou o Banco Pleno após agravamento financeiro. Instituição era ligada ao banqueiro Augusto Lima, com relação com petistas (Foto: reprodução)

BRASÍLIA – O Banco Central liquidou nesta quarta-feira (18) o Banco Pleno, instituição que utilizava a marca Credcesta e era controlada pelo banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o BC, a medida foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira do banco, que passou a ter dificuldades para cumprir obrigações no dia a dia.

Ainda de acordo com o Banco Central, a decisão também levou em conta o descumprimento de normas e de determinações da autoridade reguladora.

Banco Pleno foi liquidado após agravamento financeiro

Em comunicado, o Banco Central informou que a liquidação do Banco Pleno ocorreu após a instituição apresentar deterioração nas condições de funcionamento. O órgão apontou que o banco enfrentava problemas para pagar compromissos rotineiros e vinha descumprindo regras impostas pelo sistema regulatório.

Além do Banco Pleno, o BC também liquidou a Pleno DTVM, ligada ao grupo.

Augusto Lima é ex-sócio de Daniel Vorcaro

Augusto Lima, controlador do Banco Pleno, foi sócio de Daniel Vorcaro e é apontado como figura importante na trajetória de expansão do Banco Master.

Em meados de 2025, já durante a crise mais grave envolvendo o Banco Master, os dois romperam a sociedade. Após a separação, Augusto Lima ficou com o Banco Pleno.

O banco tinha origem no cartão de crédito consignado Credcesta, ligado a uma rede estatal de supermercados da Bahia.

Banco Pleno tinha atuação com crédito consignado de servidores

O negócio do Banco Pleno estava ligado ao crédito consignado de servidores do governo da Bahia. Segundo o relato, Augusto Lima comprou a rede de supermercados e assumiu também o crédito consignado, considerado o principal ativo da operação.

Esse tipo de financiamento bancava compras parceladas de servidores públicos nos supermercados, sendo descrito como o “filé do negócio”.

Ligação com políticos do PT 

Augusto Lima é apontado como banqueiro ligado a políticos do PT na Bahia, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

De acordo com o texto, ele teria sido responsável por articulações e contatos políticos envolvendo o grupo ligado ao Banco Master.

Contato com Lewandowski e reunião com Lula

Segundo o relato, foi Augusto Lima quem fez os contatos para contratar Ricardo Lewandowski como consultor jurídico do Banco Master, com apoio do senador Jaques Wagner.

Ele também teria participado da reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2024.

Liquidação pode aumentar prejuízo do FGC

A liquidação do Banco Pleno deve aumentar o prejuízo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), responsável por garantir depósitos e aplicações, como CDBs, dentro do limite de até R$ 250 milhões.

Segundo o FGC, o Banco Pleno tem cerca de 160 mil credores, com R$ 4,9 bilhões a receber em garantias.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.