Pós-carnaval

Governo Lula teme impacto do Carnaval após polêmica na Sapucaí

Integrantes do Planalto admitem erro de avaliação e dizem que rebaixamento da escola pode ampliar desgaste junto ao eleitorado independente e evangélico.

Ipolítica, com informações do g1

Assessores de Lula avaliam que polêmica com desfile da Acadêmicos de Niterói pode ter reflexos negativos em pesquisas e fortalecer Flávio Bolsonaro. (Reprodução/Instagram)

BRASÍLIA – Assessores do Palácio do Planalto avaliam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a errar na avaliação política e que o episódio envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro, pode gerar impacto do Carnaval nas próximas pesquisas eleitorais.

Segundo integrantes do entorno presidencial, a repercussão negativa do desfile pode afetar principalmente o eleitorado independente, que vinha reduzindo o apoio ao petista e pode ser ainda mais estimulado a migrar para outros nomes da disputa presidencial.

Governo Lula admite erro e prevê impacto do Carnaval nas pesquisas

De acordo com assessores, o governo subestimou a repercussão negativa do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula e acabou se tornando alvo de críticas da oposição.

Nos bastidores, integrantes do Planalto afirmam que o impacto do Carnaval pode refletir diretamente nas pesquisas eleitorais, em um momento em que o governo tenta reconstruir pontes com segmentos mais críticos.

Ao mesmo tempo, aliados do presidente reconhecem que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ainda deve ser alvo de ataques e voltar a se tornar “vidraça” no debate político.

“O momento é dele, foi escolhido pelo pai e se consolidou como candidato, mas está correndo sem obstáculos. E ele vai voltar a ser vidraça, vai ser atacado, tem muitos pontos frágeis”, avaliam assessores do presidente.

Desgaste com evangélicos preocupa Planalto

Entre as preocupações do governo, está o efeito do episódio sobre o eleitorado evangélico. Segundo integrantes do Planalto, o desgaste aumentou após a escola de samba incluir uma ala que foi interpretada como ataque à comunidade evangélica.

O governo vinha buscando reaproximação com esse público, mas, segundo aliados, sofreu um revés com a repercussão do Carnaval.

A situação ganhou novos contornos após a Acadêmicos de Niterói ser rebaixada.

Rebaixamento da escola alimenta ofensiva bolsonarista

Após o anúncio do rebaixamento, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificaram postagens nas redes sociais para criticar Lula e a escola.

Flávio Bolsonaro publicou uma imagem da ala que criticava a comunidade evangélica com a palavra “rebaixada” em caixa alta e a frase: “Quem ataca a família não merece aplauso”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou nas redes sociais, afirmando: “A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil. Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada”.

O líder do PL, Sóstenes Cavalcanti (RJ), também publicou mensagem com o termo “Lula rebaixado”.

Governo diz que oposição impulsiona mensagens com dinheiro

Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que os ataques já eram esperados, mas avaliam que aliados de Jair Bolsonaro estão investindo recursos para impulsionar publicações nas redes sociais.

Segundo assessores, o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói deve continuar sendo usado como argumento político contra o presidente.

“Agora eles vão tripudiar sem dó o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, vão dizer que a escola recebeu o que merecia e que o governo Lula deveria ir junto”, disse um assessor do presidente.

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