SÃO LUÍS - O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, explicou em entrevista ao Ponto Final na manhã desta sexta-feira (10) que o pedido de afastamento do vice-governador Felipe Camarão teve origem em informações de órgãos de controle financeiro e não em iniciativa direta do Ministério Público. Segundo ele, a investigação foi aberta após indícios de movimentações incompatíveis com a renda dos envolvidos.
“Nós não fomos investigar os atos e condutas do governador e dos seus assessores aleatoriamente. Nós recebemos do COAF, órgão do Ministério da Justiça que fiscaliza o sistema financeiro, relatórios de inteligência financeira dando conta de transferências entre o entorno do vice-governador e seus familiares, transferências incompatíveis com o rendimento de todos os envolvidos. Então, nós tivemos que instaurar um procedimento e, neste procedimento, com prazo. Nós instauramos um procedimento, porque todo procedimento criminal, todo procedimento investigativo do Ministério Público, hoje é controlado pelo Tribunal de Justiça", destacou.
Afastamento foi pedido para garantir investigação
De acordo com o procurador-geral, o afastamento solicitado teve caráter cautelar e objetivo de preservar provas durante a apuração. Ele também destacou que a medida não implicaria perda definitiva do cargo e que o processo segue sob análise judicial após suspensão do pedido pelo STJ: “Nós pedimos o afastamento como medida cautelar para que a gente pudesse ter acesso a algumas provas que estavam na vice-governadoria, mas depois ele, com certeza, retornaria ao cargo de vice-governador.”
Assista.
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