BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não deve reagir publicamente à aproximação de partidos do Centrão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação de aliados do parlamentar é que uma resposta mais dura poderia afastar ainda mais legendas como PP e União Brasil de uma eventual candidatura presidencial do senador em 2026.
Segundo interlocutores, o movimento do Centrão é considerado previsível e faz parte da dinâmica política dessas siglas, que costumam negociar espaços e alianças conforme o cenário eleitoral.
Aliados apostam que Centrão ainda pode apoiar candidatura
Na avaliação de aliados de Flávio Bolsonaro, uma parte significativa dos partidos do Centrão deve acabar apoiando o senador no processo eleitoral, apesar das conversas recentes com Lula.
O entendimento é que o senador deve manter postura cautelosa para evitar desgaste com lideranças partidárias que ainda podem se aproximar de sua candidatura.
Lula se reuniu com líderes do PP e União Brasil
Nos bastidores, a movimentação do governo tem incluído aproximação com partidos do Centrão. No ano passado, Lula se encontrou com o presidente do PP, Ciro Nogueira. Em janeiro, o presidente do PT, Edinho Silva, também se reuniu com Ciro Nogueira e com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
As reuniões foram interpretadas como tentativas de ampliar a base de apoio do governo e fortalecer articulações para 2026.
Flávio faz acenos ao mercado e promete corte de gastos
Paralelamente às articulações políticas, Flávio Bolsonaro tem buscado se aproximar do empresariado e do mercado financeiro. No fim de semana, ele publicou um artigo com linhas gerais de uma futura política econômica, caso seja eleito, defendendo um “tesouraço” nos gastos públicos.
Segundo aliados, a publicação teve como objetivo reforçar que Flávio pretende adotar uma postura liberal na economia, semelhante ou até mais rígida do que a do ex-presidente Jair Bolsonaro no início do mandato.
Eles avaliam ainda que, posteriormente, Bolsonaro teria adotado políticas mais populistas na tentativa de reeleição, sem sucesso.
Artigo antecipa posição econômica sem nome definido
De acordo com aliados, o artigo também serviu para que o senador apresentasse diretrizes econômicas mesmo sem ter anunciado oficialmente um economista ou formulador do programa econômico da campanha.
A estratégia, segundo eles, é ocupar espaço no debate econômico enquanto as articulações políticas seguem em andamento para consolidar apoios partidários.
Saiba Mais
- Haddad discute eleições com Lula e diz não ter data para deixar o Ministério da Fazenda
- TSE recebe mais de 1,4 mil sugestões para regras das Eleições 2026
- Políticos articulam acordão entre Poderes para frear investigações em ano eleitoral
- Contra Lula, Flávio e candidatos do PSD articulam trégua no 1º turno
- Flávio adota ‘manual’ de campanha de Bolsonaro e recicla promessas do pai
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.