CRIME

"Ele estragou a vida da minha filha", desabafa mãe de adolescente violentada por motorista de app

Mãe relata pânico de jovem de 17 anos após ataque em Ceilândia; motorista Guilherme Nunes da Silva teve prisão preventiva decretada e foi banido pela Uber.

Imirante.com, com informações do g1 DF

Atualizada em 10/02/2026 às 14h43
Motorista preso suspeito de estupro no Distrito Federal.
Motorista preso suspeito de estupro no Distrito Federal. (Reprodução)

BRASIL - "Ele estragou a vida da minha filha, emocionalmente, tudo. Ele tem que pagar". O desabafo é da mãe de uma adolescente de 17 anos, que vive dias de terror após ser vítima de estupro por um motorista da Uber em Ceilândia, no Distrito Federal. Segundo a mãe, a jovem entrou em pânico durante o ataque, ocorrido no último domingo (8), e a família agora vive o medo da insegurança, planejando inclusive mudar de endereço após o criminoso ter descoberto onde residem.

Entenda o crime

A violência começou após a jovem e duas amigas solicitarem uma viagem de aplicativo. Assim que as colegas desembarcaram, o motorista, identificado como Guilherme Nunes da Silva, de 34 anos, trancou as portas do veículo e alterou a rota original. Segundo relatos da família, o homem afirmou que a adolescente só voltaria para casa após ele "fazer o que tinha que fazer".

Sob ameaça, a vítima foi levada para uma área de mata, onde o crime foi consumado. Em um momento de desespero, a adolescente tentou pedir socorro via mensagem, mas o sinal do celular falhou.

"Me ajuda. Por favor. Mãe, eu quero chorar. Estou me sentindo tão mal", escreveu a jovem no texto que não pôde ser enviado na hora.

Mesmo em choque, a vítima conseguiu gravar imagens do agressor segurando sua perna enquanto dirigia após o ato. Ao chegar perto de casa, a mãe avistou a filha chorando e tentou alcançar o veículo, partindo imediatamente para a delegacia após entender o que havia acontecido.

Graças às informações do veículo e às características físicas fornecidas, a Polícia Militar localizou Guilherme Nunes. Ele foi levado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (DEAM II) e teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

O que diz a Uber

"A Uber lamenta o caso e considera inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes. O motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei.

Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, a Uber conta com um canal de suporte psicológico. Ambos foram disponibilizados para a usuária".

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