Zélia Duncan declara o seu amor pelo samba lançando o seu próprio disco com o gênero nacional mais representativo internacionalmente. E no Plugado, deste domingo (14/2), das 15h às 18h, sob o comando do jornalista Pedro Sobrinho um faixa a faixa de "Antes do Mundo Acabar", gravado e distribuído pela Biscoito Fino.
Zélia Duncan era uma cantora muito associada ao folk, mas já anunciava a cada disco sua abertura a perspectivas mais amplas, até que lançou “Eu me transformo em outras”, em 2004.
O álbum trazia, apoiadas num instrumental elegante, interpretações de músicas de compositores como Cartola, Herivelto Martins, Jacob do Bandolim e Tom Jobim. Inevitável lembrar o álbum agora, quando ela lança “Antes do mundo acabar” (Biscoito Fino), seu “disco de samba”.
O disco de sambas que Zélia Duncan prometia a si mesma faz tempo, agora pede passagem. O projeto reúne sambas inéditos, compostos por Zélia e vários parceiros, e outros que surgiram nas pesquisas de repertório. Das 14 faixas, nove são inéditas.
Além de Xande de Pilares, que co-assina três faixas e dá uma canja no samba “No meu país”, parceiros como Pedro Luís, Ana Costa, Bia Paes Leme, Zeca Baleiro e Arlindo Cruz dividem a autoria das canções.
Na Palma da Mão
Da pesquisa inicial, Zélia Duncan registrou sambas de Riachão (“Por que você não me convida agora”), Paulinho da Viola(“Pintou um Bode”), Dona Ivone Lara e Delcio Carvalho (“Em cada canto uma esperança”) e Moacyr Luz (“Vida da minha vida”), além de uma linda composição que Pretinho da Serrinha, Leandro Fab e Fred Camacho fizeram especialmente pra ela (“Por água abaixo”)”. Zélia Duncan festeja.
Dos mil possíveis recortes do gênero, Zélia escolheu o espírito da roda de samba — espaço de celebração, no qual mesmo os versos mais tristes são cantados com sorriso e “braços abertos com o copo de cerveja na mão”, como ela diz. As canções apontam para alegria ou superação.
Diferencial
Zélia concebeu um disco orgânico, em que quiz sentir o peso da mão no pandeiro. E também não queria a maçaroca de som que se às vezes em discos de samba. Seriam poucos elementos (o eixo do disco é a percussão de Thiago e o violão de Marco Pereira, sobre o qual se agrupam instrumentos como a violão de aço de Webster Santos, o bandolim de Luis Barcelos, o sete cordas de Rogério Caetano e a gaita de Gabriel Grossi).
Missão Cumprida
Esse seu "se sentir à vontade" no universo do samba, somado à sua aproximação com os sambistas - e a 'cobrança' deles por um disco do gênero - e ao convite de José Maurício Machline para roteirizar o Prêmio da Música Brasileira em homenagem ao samba, em 2014, levou Zélia, então, a fazer de seu novo álbum "Antes do Mundo Acabar" o seu disco de sambas. E a missão está eternizada.
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