Big Paulo na Ilha do Amor mistura tradição e modernidade
O disco costura ritmos como Bumba-meu-boi, Tambor de Crioula, Bloco Tradicional, Cacuriá e Reggae com influências contemporâneas como Dub, Samba, Soul, Dancehall e Afrobeat. Paulão apresenta o disco em show nesta quinta-feira (8), no CCVM, às 19h
Paulão é um dos jovens músicos maranhenses que se jogou na cena com lucidez e uma proposta sonora cheia de originalidade o que faz do conjunto da obra dele diferencial. Com seu timbre cheio de grave, ele chega chegando com o projeto “Big Paulo na Ilha do Amor”, um trabalho que mistura tradição e inovação em uma celebração sonora e afetiva do Maranhão. Paulão fará apresentação no Pátio Aberto do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) nesta quinta-feira (8), às 19h, com o show "Big Paulo na Ilha do Amor".
O disco costura ritmos como Bumba-meu-boi, Tambor de Crioula, Bloco Tradicional, Cacuriá e Reggae com influências contemporâneas como Dub, Samba, Soul, Dancehall e Afrobeat. O resultado é uma criação geopoética, política e sensível, que afirma o Maranhão como centro pulsante da cultura brasileira e território fértil de experimentação artística.
“A gente tem esse elemento criativo, que é único, uma vivência que é única, que é totalmente diferente, você fazer música em São Luís, viver a cidade, ir pro 'rolê'. A vida aqui em São Luís é muito diferente. Nós temos a nossa riqueza cultural, forma de viver, de sentir. É uma coisa que pra mim não faz sentido. Então, trazer o original é respeitar a nossa própria história, a nossa individualidade, ter a nossa identidade cultural. Se a gente não tem condição de competir com o mercado, a gente tem que fazer arte bebendo nessa diversidade cultural existente aqui no Maranhão e conectar tudo isso com outras linguagens musicais e criar o nosso mercado em que a gente tenha espaço aqui e em outro lugar do mundo. Assim penso. Assim tenho feito com a minha música com a cara do Maranhão e ao mesmo tempo feita para ouvir em qualquer canto do mundo. O legal é saber que além essa minha escolha pelas células rítmicas do bloco tradicional e tambor de crioula, têm outros músicos amigos daqui fazendo isso com esta riqueza cultural singular que temos que preservar e como músicos elevar a nossa autoestima, a nossa identidade cultural apresentando mundo que este é o som do Maranhão com as suas particularidades. Isso reverbera e chega com mais verdade pra qualquer canto do mundo", assegura.
Sonoridades
A produção musical do álbum é assinada por Adnon, responsável por conduzir a sonoridade que dá vida ao projeto. A capa do álbum é de Brenda Maciel, que complementa o universo estético da obra com uma criação visual marcante e simbólica.
Como parte do lançamento do álbum “Big Paulo na Ilha do Amor”, três singles já chegaram ao público com força total, revelando a diversidade sonora e as parcerias que dão corpo ao projeto. “Meu Sonho”, em colaboração com Camila Reis, mistura romantismo e groove em uma pegada leve e contagiante; “Sonhos Alados”, com Núbia e C-AFROBRASIL, traz uma atmosfera espiritual e poética, exaltando ancestralidade e liberdade; e “Mia Preta”, parceria com o coletivo Criola Beat — formado por Adnon, Biodz e Pantera Black —, mergulha nas batidas dos tambores maranhenses, reforçando a identidade urbana e cultural que permeia toda a obra.
Cada faixa ganhou seus próprios visualizers e videoclipes, em uma proposta visual que acompanha a potência sonora do projeto. Toda a parte audiovisual — incluindo os vídeos desses singles e de todas as faixas do álbum — foi dirigida por Ingrid Barros, diretora maranhense que imprime olhar sensível e provocador à obra, traduzindo visualmente a identidade afro-indígena, urbana e poética do projeto.
“Big Paulo na Ilha do Amor” vai além da música: é um manifesto artístico coletivo que conecta vozes, corpos e territórios. O álbum conta ainda com participações de Célia Sampaio (a “Dama do Reggae”, que recentemente dividiu o palco com IZA no The Town, em São Paulo), além de Klícia e Dicy, fortalecendo uma rede colaborativa plural de artistas.
Perfil
Paulão (Paulo César Linhares) é cantor, compositor, instrumentista e produtor musical maranhense. Com mais de uma década de carreira, destaca-se por uma obra que valoriza identidades negras, tradições populares e vivências periféricas, rompendo estereótipos da masculinidade preta.
Participou de festivais como BR-135, Re[X]istência Fest, Conecta PSICA e foi premiado na Festa da Música do Maranhão (2023). Lançou os trabalhos “Faz Escuro, Mas Eu Canto” (2016), “Special Power” (2019) e “Corpo Aberto” (2022), além de colaborações com Enme, Gugs, Boi de Maracanã, entre outros. Sua atuação também se estende à moda e às artes visuais, com projetos como a coleção “Corpo Aberto” em parceria com a marca Kolobô.
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