ELEIÇÕES 2026

Roberto Rocha defende novo modelo de gestão e critica ICMS no MA

Em entrevista ao JM1, Roberto Rocha discute gestão e impostos no MA, projetando diretrizes que devem marcar o debate das eleições 2026 no estado.

Ipolítica, com informações da TV Mirante

Roberto Rocha defende mudanças na gestão pública, critica a carga tributária e fala sobre transporte e educação no Maranhão. (Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS – O candidato ao Governo do Maranhão, Roberto Rocha (PRTB), defendeu um novo modelo de gestão, a redução da carga tributária e medidas para estimular o desenvolvimento econômico durante entrevista ao JM1, da TV Mirante. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Rodrigo Bomfim e Tayse Feques.

Durante a entrevista, Roberto Rocha também respondeu a questionamentos sobre sua situação eleitoral, filiação partidária, transporte público, reforma tributária, educação, infraestrutura, logística e ciência e tecnologia.

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Situação eleitoral e filiação partidária

Roberto Rocha iniciou a entrevista falando sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que indeferiu seu registro de candidatura ao Governo do Estado. O candidato afirmou que enfrenta processos judiciais desde a pré-campanha e relacionou a situação às críticas que fez ao Supremo Tribunal Federal.

"De fato, eu tenho passado durante toda a pré-campanha e a campanha me defendendo de processos na justiça. Não um processo porque eu tenho desviado algum recurso público no Maranhão. Eu faço política aqui há mais de 30 anos e talvez seja um dos poucos que ninguém nesse Estado pode levantar o dedo e apontar qualquer desvio de conduta a meu respeito."

Rocha afirmou que sua atuação política também esteve relacionada às críticas ao STF e ao modelo de controle exercido sobre o Senado.

"Porque eu fiz uma pré-campanha muito voltada a combater esses abusos do Supremo Tribunal Federal. Quem não sabe disso no Maranhão? Todo mundo sabe. Tanto que hoje nós temos 11 candidatos, 11 a senador. Quem é que fala alguma coisa do que aconteceu, por exemplo, ontem no Supremo, aquele circo de horrores?"

O candidato também afirmou que continuará se manifestando sobre o tema e negou que tenha interesse em imunidade parlamentar ou ganhos financeiros com a política.

"Porque eu sou cidadão brasileiro e tenho o direito de me manifestar. E claro que ninguém vai me calar. O dia que eu tiver que me calar na política, eu não faço mais política. Pra quê? Qual o sentido? Eu não estou atrás de imunidade parlamentar. Eu não estou atrás de ganhar dinheiro com política. Eu estou atrás de fazer um mandato, como eu sempre fiz, um instrumento de trabalho. Pra servir ao Maranhão e ao Brasil."

Modelo de gestão e prioridades de governo

Questionado sobre as prioridades de um eventual governo, Roberto Rocha afirmou que a primeira definição deveria ser o modelo de gestão e o tamanho da estrutura administrativa.

"Eu considero que prioridade em um governo, em qualquer governo, em qualquer organização, pode ser uma empresa, pode ser um governo, pode ser uma família, pode ser o que for, é o modelo de gestão. Antes de você definir prioridade educação, saúde, segurança, etc., você tem que discutir o modelo de gestão."

O candidato criticou a quantidade de secretarias no Maranhão e defendeu uma mudança na direção administrativa do estado.

"A vida me ensinou que mais importante do que a velocidade é a direção. O Maranhão não está andando devagar. Ele está andando na direção errada. Então quanto mais rápido, mais ele se afasta do objetivo. Então precisa de um freio de arrumação."

Rocha apresentou como eixos de seu plano de governo as propostas de "preparar o Maranhão" e "preparar o Maranhense", relacionando infraestrutura e qualificação profissional.

"Preparar o Maranhão e preparar o Maranhense. O que é preparar o Maranhão? É adotá-lo de condições infraestruturais para que ele possa produzir. Ter produção. Porque não existe produção sem logística. E preparar o Maranhense significa capacitá-lo para poder ser absorvido pelo mercado de trabalho."

Ciência, tecnologia e conhecimento

Ao falar sobre educação, Roberto Rocha defendeu uma mudança na estrutura administrativa da área e afirmou que o conhecimento deveria envolver ciência e tecnologia.

"Então, se eu fosse governador, se eu viesse a ser governador, a Secretaria não é de educação. A Secretaria é do conhecimento. Ou seja, envolve ciência e tecnologia."

O candidato também citou os laboratórios de inteligência artificial, bioeconomia e biotecnologia instalados na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que atribuiu à sua atuação como senador.

"Vai lá na UFMA hoje. Os três laboratórios que existem na UFMA, Open Lab, laboratório aberto, foi feito pelo senador Roberto Rocha. Lá é cheio de garoto trabalhando. Ele vai e pensa, bom, eu vou desenvolver a pesquisa tal, vou desenvolver aquele bioativo na Amazônia. Ele vai lá e cria uma startup e vai lá. É aberto. Ele é na UFMA, mas ele não é da UFMA."

Transporte público em São Luís

O transporte coletivo também foi discutido durante a entrevista. Roberto Rocha afirmou que o problema está relacionado principalmente à administração municipal e criticou a redução da frota de ônibus em São Luís.

"Ela mais afeta a gestão municipal, transporte coletivo urbano diz respeito mais à gestão municipal. São Luís tinha, antes da gestão do exprefeito Braide, mais de 800 ônibus. E ele entregou com cerca de 400 ônibus, quase a metade. Daí o problema. Se a população não tivesse crescido nada, tinha estrangulado. Só que cresceu a população e diminuiu a oferta."

Rocha também apontou a falta de outros modais e de estrutura para pedestres como problemas do transporte na capital.

"Além disso, São Luís não tem outros modais de transporte. São Luís não tem VLT, só tem duas capitais no Nordeste que não tem VLT, São Luís e Aracaju. A Trezina tem, tem vários no Ceará, no interior e etc. Não tem metrô, não tem ciclovia. Não tem... O primeiro modal é o pedestre. Não tem calçada."

Reforma tributária e ICMS

No segundo bloco da entrevista, Roberto Rocha falou sobre sua atuação na reforma tributária e criticou a carga de ICMS do Maranhão. Segundo ele, a população de menor renda é proporcionalmente mais afetada pelos impostos sobre o consumo.

"A pessoa tem que entender o seguinte, quem paga imposto não é o empresário. O empresário não paga imposto. Quem paga imposto é o contribuinte. Porque o imposto vai pro preço."

Rocha afirmou que o Maranhão elevou a alíquota do ICMS de 17% para 23% e defendeu que o aumento da arrecadação seja associado ao crescimento econômico.

"Bom, por que que fazem assim? Porque precisa aumentar a arrecadação e não aumenta a arrecadação com base no desenvolvimento econômico. Porque quando você desenvolve a economia, para cada 1% que cresce o PIB, produto interno bruto, cresce 3% a arrecadação tributária."

O candidato criticou ainda a falta de incentivos, segurança jurídica e ambiente favorável para novos investimentos no estado.

"Por que que não aumenta a economia, o crescimento econômico? Porque não tem incentivo, não tem política pública, não tem ambiente de negócio favorável, não tem segurança jurídica."

Educação e escolas cívico-militares

Roberto Rocha também respondeu a uma pergunta sobre o analfabetismo e criticou a forma como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é calculado.

"Na hora que você vai mesmo na aprendizagem que é medida pelo SAEB, português e matemática, é um horror. É um horror. Então, o que que precisa fazer? Precisa ter uma dedicação mais real em relação ao assunto. Educação não é pintar escola, não é prédio. Vai muito além disso."

O candidato defendeu a adoção de escolas cívico-militares associadas à formação profissional dos estudantes.

"Você tem que chamar as escolas cívico-militares e dar aos alunos o curso técnico no final, pra que ele possa estar capacitado pro mercado de trabalho."

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