Justiça

TJ-MA aumenta pena de Júnior do Nenzin para 22 anos

Tribunal de Justiça do Maranhão aumenta pena de Júnior do Nenzin de 16 para 22 anos por homicídio do pai após recursos do Ministério Público e acusação

Ipolítica

Atualizada em 16/04/2026 às 18h23
TJ-MA aumenta pena de Júnior do Nenzin para 22 anos por homicídio do pai (Foto: Reprodução / TV Mirante)

BARRA DO CORDA – A pena de Júnior do Nenzin foi aumentada para 22 anos de prisão pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), após julgamento de recursos nesta terça-feira (14). A decisão manteve a condenação pelo homicídio do próprio pai, e alterou apenas o cálculo da pena, ao considerar que a punição inicial, de 16 anos, estava abaixo do adequado diante da gravidade do crime.

A 1ª Câmara Criminal do TJ-MA decidiu, por unanimidade, negar o recurso da defesa e acolher os pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação para aumentar a pena, revendo a pena aplicada ao condenado.

Revisão da pena

No julgamento, os desembargadores entenderam que houve falhas no cálculo da pena inicial, com necessidade de reavaliação de circunstâncias judiciais e agravantes. Foram considerados, de forma negativa, aspectos como culpabilidade, personalidade, circunstâncias e consequências do crime, além da necessidade de ampliação das frações de aumento aplicadas.

O tribunal também corrigiu pontos técnicos na aplicação da pena, como o reconhecimento de agravantes e o aumento por causa da condição da vítima, considerada idosa, o que contribuiu para aumentar a pena final.

Crime e condenação

Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025, em júri popular, por participação no homicídio do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, conhecido como Nenzin. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado, ou seja, com três circunstâncias que aumentam a gravidade da pena, além de ser caracterizado como parricídio, quando a vítima é um dos pais. O caso teve grande repercussão em todo o Maranhão.

Argumentos rejeitados

Durante o julgamento do recurso, os desembargadores rejeitaram os argumentos apresentados pela defesa, que buscava anular o júri sob alegação de decisão contrária às provas ou, alternativamente, reduzir a pena. A Corte entendeu que a condenação está amparada no conjunto probatório e que a decisão dos jurados deve ser preservada, conforme o princípio da soberania dos veredictos.

Situação atual

Com a nova decisão, a pena de Júnior do Nenzin passa a ser de 22 anos de reclusão em regime fechado. Ele permanece preso desde março de 2025, cumprindo a pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

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