Paralisação parcial

Sem ônibus urbanos em São Luís: greve chega ao 3º dia neste domingo (15)

A greve parcial, que afeta a frota urbana, ocorre devido ao não pagamento do reajuste salarial, segundo o Sindicato dos Rodoviários.

Imirante.com

Atualizada em 15/03/2026 às 11h24
Greve de ônibus chega ao 3º dia em São Luís. (Foto: Ádria Rodrigues/TV Mirante)

SÃO LUÍS - A greve parcial de ônibus chega ao terceiro dia neste domingo (15) e mantém os ônibus urbanos fora de circulação em São Luís. Desde sexta-feira (13), apenas veículos do sistema semiurbano operam na Grande Ilha, atendendo principalmente linhas que ligam a cidade a bairros e municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.

A greve parcial, que afeta a frota urbana, ocorre devido ao não pagamento do reajuste salarial, segundo o Sindicato dos Rodoviários. 

Movimentos de passageiros nas ruas é menor neste domingo

Nas primeiras horas da manhã deste domingo, era possível ver pessoas aguardando transporte em frente ao Terminal da Cohab. O movimento é menor por causa do fim de semana, mas quem precisa sair de casa ainda enfrenta dificuldades para encontrar condução.

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Mesmo com parte da frota nas ruas, os ônibus semiurbanos não entram nos terminais de integração, o que dificulta ainda mais o deslocamento dos passageiros. 

A circulação apenas dos ônibus do sistema semiurbano não é suficiente para atender toda a demanda. (Foto: Neto Cordeiro/Imirante)

Com a paralisação dos ônibus urbanos, a saída é buscar transportes alternativos, como vans, carrinhos-lotação, mototáxis e aplicativos de transporte. Em alguns horários, o custo das corridas fica mais alto devido ao aumento da procura.

Impactos da greve de ônibus

A greve também provoca uma série de impactos no dia a dia da população, como atrasos para o trabalho, aulas e outros compromissos, além da remarcação de consultas médicas. A disputa por transporte alternativo aumenta e o trânsito tende a ficar mais intenso em diferentes pontos da cidade.

Motivo da greve de ônibus em São Luís

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação ocorre pelo descumprimento do acordo de reajuste salarial firmado no início do ano.

Em janeiro, os ônibus pararam por oito dias até que a Justiça determinou reajuste de 5,5%.

O salário-base da categoria é de R$ 2.715,50.

O acréscimo de R$ 151,52, referente ao reajuste, não foi pago.

O sindicato afirma que o pagamento não está atrasado, mas não foi feito conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A greve só terminará com o cumprimento integral do reajuste.

Situação atual

Cerca de 3.000 rodoviários atuam no sistema urbano de São Luís, e todos estão parados desde o início da manhã de sexta (13). A paralisação afeta diretamente milhares de passageiros, que enfrentam filas, atrasos e custos adicionais para se deslocar pela cidade.

A expectativa é que novas negociações sejam realizadas para tentar encerrar o movimento e normalizar o transporte público.

O que dizem a Prefeitura de São Luís e o SET

Nota da Prefeitura de São Luís

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que a greve registrada nas primeiras horas desta sexta-feira (13) no sistema de transporte urbano de São Luís decorre do não cumprimento, por parte das empresas de ônibus, da decisão recente da Justiça do Trabalho que determinou a implementação de reajuste salarial e a concessão de benefícios aos trabalhadores rodoviários.

Mesmo após a decisão judicial, as empresas não garantiram aos trabalhadores as vantagens determinadas pela Justiça do Trabalho, o que levou à greve no sistema urbano de transporte público.

A SMTT esclarece que vem cumprindo regularmente todas as suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público, com os repasses do subsídios às empresas sendo realizados em dia, sem qualquer dedução ou atraso.

Diante disso, causa estranheza o fato de que, mesmo recebendo regularmente os recursos devidos pelo Município, as empresas não tenham garantido a implementação do reajuste e beneficíos assegurados aos trabalhadores rodoviários.

Para reduzir os impactos da greve, a Prefeitura adotou medidas emergenciais, como a liberação de vouchers para utilização em aplicativos de transporte, garantindo alternativa de deslocamento aos usuários do sistema de transporte público enquanto o serviço permanecer comprometido. Os vouchers já foram disponibilzados para os usuários já cadastrados no sistema disponilizado pela prefeitura anteriormente.

A Prefeitura informa ainda que ingressou nesta quinta-feira (12) com ação na Justiça do Trabalho requerendo a declaração de abusividade da greve, bem como a adoção de medidas efetivas que assegurem a circulação mínima do transporte coletivo, conforme determina a legislação aplicável aos serviços essenciais. A lei é clara ao estabelecer que, em atividades dessa natureza, não é admitida a interrupção total do serviço, devendo ser garantido o atendimento mínimo à população.

A SMTT segue acompanhando a situação de forma permanente e adotando todas as medidas necessárias para assegurar o restabelecimento do serviço e resguardar os direitos dos usuários do transporte público de São Luís.

Nota do SET

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), vem, a público, esclarecer as declarações feitas pelo atual Prefeito de São Luís, Eduardo Braide, na manhã desta sexta-feira, dia 13, em rede social:

  • SUBSÍDIO: O subsídio pago atualmente pela Prefeitura de São Luís ainda é o mesmo de Janeiro de 2024, mesmo com dois reajustes salariais concedidos aos trabalhadores rodoviários, e aumento em todos os outros custos do serviço.
  • FALTA DE ACORDO: Na Justiça do Trabalho não houve acordo, pois, a SMTT nem sequer compareceu.
  • AUMENTO DO DIESEL: O preço do diesel aumentou R$ 1,40 o litro só na última semana. A medida do presidente Lula resultará numa redução de apenas R$0,30.

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