Situação indefinida

Greve de ônibus em SL: sindicato diz que não foi chamado para negociação

Greve de ônibus deve continuar em São Luís no início desta semana. Apenas a frota semiurbana está rondando, enquanto ônibus urbanos seguem nas garagens.

Imirante, com informações da Mirante News FM

Atualizada em 15/03/2026 às 09h43
Sem acordo: ônibus urbanos seguem parados (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS - Sem negociações, a greve de ônibus deve continuar em São Luís no início desta semana. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Marcelo Brito, a entidade, até o momento desta publicação, não foi notificada nem chamada para negociar o impasse no transporte público da capital.

A declaração foi dada por Marcelo Brito na manhã deste domingo (15) em entrevista com o apresentador Marcial Lima, na Mirante News FM. De acordo com ele, até o momento não há nenhuma reunião marcada para tentar avançar nas tratativas e buscar uma solução para a paralisação. O cenário do transporte público urbano de São Luís, sem ônibus nas ruas, deve se manter nesta segunda-feira (16).

 Ouça um trecho:

Falta de pagamento do reajuste dos rodoviários

O impasse envolve o reajuste salarial dos trabalhadores, que, segundo o sindicato, ainda não teve nenhum indicativo de pagamento por parte das empresas que operam com as linhas urbanas de São Luís.

Na semana passada, uma audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) trouxe avanço nas discussões envolvendo o sistema semiurbano, o que permitiu que a frota não parasse de circular.

Dessa forma, apenas os ônibus urbanos continuam retidos nas garagens, e a situação do transporte público na capital maranhense segue indefinida.

Greve chega ao 3º dia neste domingo (15)

A greve parcial de ônibus chega ao terceiro dia neste domingo (15) e mantém os ônibus urbanos fora de circulação em São Luís. Desde sexta-feira (13), apenas veículos do sistema semiurbano operam na Grande Ilha, atendendo principalmente linhas que ligam a cidade a bairros e municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.

Impactos da greve de ônibus

A greve também provoca uma série de impactos no dia a dia da população, como atrasos para o trabalho, aulas e outros compromissos, além da remarcação de consultas médicas. A disputa por transporte alternativo aumenta e o trânsito tende a ficar mais intenso em diferentes pontos da cidade.

Motivo da greve de ônibus em São Luís

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação ocorre pelo descumprimento do acordo de reajuste salarial firmado no início do ano.

Em janeiro, os ônibus pararam por oito dias até que a Justiça determinou reajuste de 5,5%.

O salário-base da categoria é de R$ 2.715,50.

O acréscimo de R$ 151,52, referente ao reajuste, não foi pago.

O sindicato afirma que o pagamento não está atrasado, mas não foi feito conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A greve só terminará com o cumprimento integral do reajuste.

Situação atual

Cerca de 3.000 rodoviários atuam no sistema urbano de São Luís, e todos estão parados desde o início da manhã de sexta (13). A paralisação afeta diretamente milhares de passageiros, que enfrentam filas, atrasos e custos adicionais para se deslocar pela cidade.

A expectativa é que novas negociações sejam realizadas para tentar encerrar o movimento e normalizar o transporte público.

O que dizem a Prefeitura de São Luís e o SET

Nota da Prefeitura de São Luís

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que a greve registrada nas primeiras horas desta sexta-feira (13) no sistema de transporte urbano de São Luís decorre do não cumprimento, por parte das empresas de ônibus, da decisão recente da Justiça do Trabalho que determinou a implementação de reajuste salarial e a concessão de benefícios aos trabalhadores rodoviários.

Mesmo após a decisão judicial, as empresas não garantiram aos trabalhadores as vantagens determinadas pela Justiça do Trabalho, o que levou à greve no sistema urbano de transporte público.

A SMTT esclarece que vem cumprindo regularmente todas as suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público, com os repasses do subsídios às empresas sendo realizados em dia, sem qualquer dedução ou atraso.

Diante disso, causa estranheza o fato de que, mesmo recebendo regularmente os recursos devidos pelo Município, as empresas não tenham garantido a implementação do reajuste e beneficíos assegurados aos trabalhadores rodoviários.

Para reduzir os impactos da greve, a Prefeitura adotou medidas emergenciais, como a liberação de vouchers para utilização em aplicativos de transporte, garantindo alternativa de deslocamento aos usuários do sistema de transporte público enquanto o serviço permanecer comprometido. Os vouchers já foram disponibilzados para os usuários já cadastrados no sistema disponilizado pela prefeitura anteriormente.

A Prefeitura informa ainda que ingressou nesta quinta-feira (12) com ação na Justiça do Trabalho requerendo a declaração de abusividade da greve, bem como a adoção de medidas efetivas que assegurem a circulação mínima do transporte coletivo, conforme determina a legislação aplicável aos serviços essenciais. A lei é clara ao estabelecer que, em atividades dessa natureza, não é admitida a interrupção total do serviço, devendo ser garantido o atendimento mínimo à população.

A SMTT segue acompanhando a situação de forma permanente e adotando todas as medidas necessárias para assegurar o restabelecimento do serviço e resguardar os direitos dos usuários do transporte público de São Luís.

Nota do SET

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), vem, a público, esclarecer as declarações feitas pelo atual Prefeito de São Luís, Eduardo Braide, na manhã desta sexta-feira, dia 13, em rede social:

  • SUBSÍDIO: O subsídio pago atualmente pela Prefeitura de São Luís ainda é o mesmo de Janeiro de 2024, mesmo com dois reajustes salariais concedidos aos trabalhadores rodoviários, e aumento em todos os outros custos do serviço.
  • FALTA DE ACORDO: Na Justiça do Trabalho não houve acordo, pois, a SMTT nem sequer compareceu.
  • AUMENTO DO DIESEL: O preço do diesel aumentou R$ 1,40 o litro só na última semana. A medida do presidente Lula resultará numa redução de apenas R$0,30.

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