SÃO LUÍS - Mesmo após o fim da greve geral dos rodoviários da Grande São Luís, os funcionários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, seguem paralisados. A paralisação ocorre devido ao atraso no pagamento de salários, benefícios e verbas rescisórias de trabalhadores demitidos, segundo o sindicato da categoria.
A greve dos rodoviários teve início no dia 23 de janeiro, atingindo os sistemas urbano e semiurbano. Os trabalhadores das linhas metropolitanas, administradas pelo Governo do Estado, receberam os valores atrasados e retomaram a circulação no dia 26. Já os rodoviários do sistema urbano, sob gestão da Prefeitura de São Luís, permaneceram parados.
Paralisação afeta 15 linhas
Mesmo após acordo que encerrou a greve geral, 100% da frota da Expresso Rei de França segue parada, afetando 15 linhas do transporte coletivo da Grande São Luís. Entre os bairros prejudicados estão Ipem Turu, Parque Vitória, Ribeira, Vila Isabel Cafeteira, Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha.
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Os trabalhadores afirmam que não retornarão ao trabalho enquanto não houver o pagamento integral dos salários e benefícios atrasados. Desde novembro do ano passado, a empresa enfrenta paralisações recorrentes por atraso salarial.
Greve geral chegou ao fim, mas com condições
A greve geral do sistema urbano foi encerrada no sábado (7), após oito dias de paralisação, depois de decisão da Justiça do Trabalho que concedeu reajuste salarial de 5,5% à categoria e garantiu o pagamento dos salários atrasados.
Um acordo firmado na sexta-feira (6), na sede das Promotorias de Justiça do Consumidor, estabeleceu que os salários atrasados dos rodoviários do sistema urbano devem ser pagos até terça-feira (10).
⚠️ Caso o pagamento não seja realizado, toda a categoria poderá retomar a greve geral na quarta-feira (11).
Justiça nega aumento do subsídio ao transporte
A Justiça do Maranhão negou o pedido do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) para aumentar o subsídio pago pela Prefeitura de São Luís às empresas de ônibus.
Atualmente, o município repassa R$ 1,35 por passageiro. O MP solicitou um acréscimo de R$ 0,80, elevando o valor para R$ 2,15, a partir de fevereiro de 2026. O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, entendeu que o aumento poderia comprometer as finanças municipais e afetar outros serviços públicos.
TRT determina bloqueio de bens
O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) informou que determinou o bloqueio de bens das empresas de ônibus do sistema urbano, após o descumprimento do acordo coletivo que determinou o fim da greve.
Segundo o tribunal, os rodoviários chegaram a se apresentar para trabalhar, mas encontraram garagens fechadas, o que resultou no descumprimento da decisão judicial. Foi fixada multa de R$ 200 mil por empresa, podendo ser estendida aos sócios e ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET).
Reajuste salarial mantido
A Justiça determinou a aplicação de reajuste salarial de 5,5%, o mesmo concedido ao sistema semiurbano. O aumento representa cerca de R$ 151 no salário e R$ 49 no tíquete-alimentação. Com isso, o salário médio dos motoristas chega a aproximadamente R$ 2.900, além de R$ 900 em vale-alimentação.
Mesmo com o reajuste, os rodoviários afirmam que o valor é insuficiente, citando acúmulo de funções, falta de cobradores e atrasos frequentes nos pagamentos.
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