Greve dos rodoviários leva trabalhador a se mudar para mais perto do emprego
José Miguel, morador de São José de Ribamar, decidiu se mudar temporariamente para a casa da mãe, no Anjo da Guarda. Ele trabalha na Ponta d'Areia.
SÃO LUÍS - No quinto dia da greve dos rodoviários, trabalhadores que dependem de ônibus seguem enfrentando dificuldades para se deslocar e buscam alternativas para manter a rotina. A paralisação tem levado trabalhadores a adotar medidas extremas para manter a rotina em São Luís.
O impacto da greve também provocou mudanças drásticas na rotina de trabalhadores. José Miguel, morador de São José de Ribamar, conta que decidiu se mudar temporariamente para a casa da mãe, no bairro Anjo da Guarda, para ficar mais próximo do trabalho, localizado na Ponta d’Areia.
“Tô vindo do Anjo da Guarda e indo para Ponta d’Areia. Tô morando na casa da minha mãe por enquanto. Eu queria que resolvesse urgente isso. Tô pedindo dinheiro emprestado para vir para o trabalho, não faltar no meu emprego”, relata.
Leia também:
Greve força mãe a gastar com transporte: "poderia ser usado para alimentação"
O uso de transporte alternativo e por aplicativo tem sido a principal saída para quem precisa ir ao trabalho. Na área central da cidade e na região do Anel Viário, a circulação de vans, carros-lotação e mototáxis aumentou diante da paralisação do transporte público.
Nova audiência sobre a greve de rodoviários ocorre nesta terça-feira
Nesta terça-feira (3), será realizada a segunda audiência que reúne representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), da Prefeitura de São Luís, da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).
A reunião dá continuidade às discussões sobre o sistema de transporte rodoviário da capital maranhense e região metropolitana e busca avançar em negociações entre trabalhadores, empresas e o poder público.
O que pedem os rodoviários
A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.
Saiba Mais
- Greve força mãe a gastar com transporte: "dinheiro que poderia ser usado para alimentação"
- Greve de rodoviários: nova audiência ocorre nesta terça-feira em São Luís
- Audiência entre rodoviários e empresários termina sem acordo, e greve continua em São Luís
- Linha do tempo mostra greves de rodoviários de 2021 a 2026 na Grande São Luís
- Sem ônibus, passageiros buscam vans, mototáxi e transporte por aplicativo
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.