Paralisação parcial

Empresa 1001 paga parte dos motoristas, e frota de ônibus segue reduzida

Só uma parte dos ônibus da 1001 circulam em meio à paralisação parcial por salários e décimo terceiro atrasados.

Imirante, com informações da TV Mirante

Atualizada em 26/01/2026 às 06h51
Só motoristas pagos saem com ônibus da 1001. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS - Somente uma parte da frota de ônibus da empresa 1001 (Expresso Rei de França) saiu da garagem na manhã desta segunda-feira (26), em meio à paralisação parcial de rodoviários que cobram salários e décimo terceiro atrasados em São Luís.

Apesar de a garagem estar aberta, apenas os motoristas que receberam os pagamentos iniciaram as viagens nesta manhã. Os demais trabalhadores continuam em greve e aguardam, na porta da garagem da empresa, uma resposta sobre a regularização dos valores.

De acordo com os motoristas, a paralisação ocorre devido à falta de pagamento do salário de janeiro e do décimo terceiro salário. A situação tem afetado diretamente a circulação de ônibus e prejudicado passageiros que dependem do transporte coletivo.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da empresa sobre quando os débitos serão quitados.

 Poucos ônibus da 1001 circulam hoje. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Ônibus recolhidos na noite dessa sexta (23)

A paralisação começou na noite de sexta-feira (23), quando os próprios trabalhadores decidiram recolher os veículos e suspender as atividades como forma de protesto pelos pagamentos pendentes.

Nesse sábado (24), nenhuma linha da empresa 1001 operou. Marcelo Brito explicou que o movimento não foi organizado pelo sindicato, mas partiu diretamente dos funcionários, insatisfeitos com a situação na empresa.

Veja os bairros afetados pela greve da 1001

1. Ribeira
2. Viola Kiola
3. Vila Itamar
4. Tibiri
5. Cohatrac
6. Parque Jair
7. Parque Vitória
8. Alto do Turu
9. Vila Lobão
10. Vila Isabel Cafeteira
11. Vila Esperança
12. Pedra Caída
13. Recanto Verde
14. Forquilha
15. Ipem Turu

O que diz a MOB sobre a greve da 1001

"A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) acompanha a paralisação dos rodoviários da empresa 1001 e esclarece que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos.

A Agência ressalta que as relações trabalhistas e os repasses aos funcionários são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão.

No mais, a MOB segue em diálogo com rodoviários e empresários, adotando, dentro de suas competências legais, as medidas cabíveis para contribuir para a resolução da situação".

O que diz o SET sobre a greve da 1001

"O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informa que não foi comunicado oficialmente sobre a decisão de paralisação dos trabalhadores da empresa 1001, ocorrida na manhã deste sábado, dia 24.

A ausência de tal comunicado, pelo STTREMA, por si só, já torna o movimento ilegal e abusivo.
O Município de São Luís, ao ter pago o subsídio somente agora, viola ao acordo homologado na Justiça do Trabalho, no qual o vencimento foi pactuado ao 4º dia útil.

Ao ter aplicado descontos ao subsídio, o Ente Municipal agride novamente a decisões judiciais que as vedam, dificultando a pontualidade de obrigações trabalhistas pelas empresas. 

A direção do SET intercederá e mediará o conflito, reforçando seu compromisso com o diálogo e com a continuidade do serviço de transporte à população".

Últimas greves na 1001

Esta é a terceira paralisação de rodoviários da 1001 em menos de 3 meses. A primeira aconteceu no dia 14 de novembro de 2025. A mobilização ocorreu, também, por causa de salários atrasados, além da falta de pagamento do plano de saúde, tíquete-alimentação e outros benefícios. A greve da 1001 só chegou ao fim 12 dias depois.

Na véspera de Natal de 2025, houve outra greve da 1001 e, mais uma vez, por falta de pagamento de salários e benefícios. Esta segunda greve foi encerrada cinco dias depois.

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