Criminalidade

Jovens são executados por suposto 'acerto de contas' em São Luís

Este foi o quarto assassinato, em 72 horas, registrado na Região Metropolitana da capital maranhense.

Imirante.com, com informações da Mirante AM

Atualizada em 27/03/2022 às 12h11

SÃO LUÍS - Dois jovens foram mortos nessa segunda-feira (18), na capital maranhense. Adriano Marques Cardoso, de 17 anos, foi executado por volta das 17h40, na região do Recanto Verde, no bairro da Vila Itamar. De acordo com a polícia, o crime foi motivado por um suposto acerto de contas tendo em vista o envolvimento de Adriano com o tráfico de droga. Os autores do crime estavam em uma caminhonete Hilux, de placa desconhecida. Os suspeitos são dois homens, identificados apenas como "Capucha" e Jaílson.

Outra execução

Anilson Barbosa, conhecido como Nilsinho, de 27 anos, foi executado com três tiros de revólver calibre 38, no sofá da casa de um amigo, identificado como Grilo, na rua 22 de Setembro, no bairro Cidade Nova, área do Gapara. O crime, segundo a Polícia Militar (PM), foi praticado, ontem à tarde, por dois homens armados que haviam acabado de assaltar um estabelecimento comercial em uma rua vizinha e fugiam a pé.

"Por volta das 15h, a vítima, que na verdade morava no bairro Alto da Esperança [área do Anjo da Guarda], conversava com o proprietário da casa, que prefere não se identificar, sentada no sofá, quando foi surpreendida pela dupla. Nilsinho foi atingido no queixo, na garganta e no tórax e morreu, antes mesmo de ser socorrido", disse o sargento Andrade, do 1º Batalhão.

O corpo da vítima, ainda de acordo com a PM, foi deixado no asfalto, em frente ao imóvel onde foi executado, porque os amigos que tentavam levá-lo a uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), chamada ao local, perceberam que ele já estava morto. "Os tiros foram em regiões vitais, por isso, a vítima não resistiu", acrescentou o comandante da guarnição.

Segundo a polícia, Nilsinho tinha envolvimento com o mundo do crime, o que levanta a hipótese de que o homicídio tenha sido motivado por um suposto "acerto de contas". "Há cerca de três meses, ele foi perseguido pela nossa guarnição, pois fugia em uma moto roubada. Na ocasião, a vítima conseguiu escapar", concluiu o sargento da PM, enquanto isolava o local do crime.

Assalto

Os dois homens que invadiram a casa e mataram Nilsinho, segundo a PM, haviam assaltado minutos antes o Comercial Santos, na Rua da Independência. A vítima, neste primeiro crime, foi o comerciante Osvaldir Cutrim Andrade, que teve o aparelho celular e R$ 200 roubados pela dupla de assassinos.

No local do assassinato, acuados pela chamada "Lei do Silêncio", os moradores não informaram à polícia se conheciam os atiradores, o que dificultou o trabalho do delegado Emanoel Bastos, titular do 16º Distrito Policial (Vila Embratel). "Vamos ouvir as pessoas que estavam no imóvel e os familiares da vítima. Esses depoimentos podem ajudar a descobrir a motivação do crime", disse Bastos.

Criminalidade

Este foi o quarto assassinato, em 72 horas, registrado na Região Metropolitana. Durante o fim de semana, uma das vítimas foi um policial civil. Henrique Garcia Lopes, de 30 anos, lotado na delegacia da cidade de São João Batista. Ele foi alvejado com um tiro no tórax, durante uma discussão de trânsito, no Maiobão, município de Paço do Lumiar. O crime aconteceu por volta das 13h de sábado, em frente à entrada do Sítio Grande, e foi praticado por dois homens em uma moto, que teriam "trancado" o veículo do investigador.

A segunda vítima de homicídio, registrado no fim de semana, após o período de Carnaval, foi a dona de casa Ângela Maria Vieira Cardoso, de 32 anos. Moradora da Vila Sarney Filho, a mulher foi morta, por volta das 21h de sábado (16), com um tiro de espingarda, disparado por um homem, identificado naquela localidade apenas como Satanás. Segundo a Polícia Civil, o disparo foi feito durante uma briga entre parentes da vítima e do acusado.

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