TEERÃ – A morte de Khamenei provocou forte repercussão internacional neste domingo (1º), mobilizando aliados e adversários do Irã, além de organismos multilaterais. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, de 86 anos, está entre os mortos nos bombardeios iniciados no sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel.
A confirmação da morte de Khamenei ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio e amplia a tensão diplomática e estratégica na região.
A morte de Khamenei gerou manifestações imediatas de governos e lideranças globais.
Rússia condena ataques
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o assassinato como “uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional”.
Segundo Putin, Khamenei será lembrado como um estadista que contribuiu para fortalecer a parceria estratégica entre Rússia e Irã. O Kremlin manifestou condolências ao governo iraniano e à população do país.
China critica violação da soberania
O governo da China afirmou que a morte de Khamenei representa grave violação da soberania iraniana e dos princípios da Organização das Nações Unidas.
Pequim exigiu:
- Interrupção imediata das operações militares
- Fim da escalada de tensão
- Esforço conjunto pela estabilidade regional
EUA e Israel defendem ofensiva
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques continuarão e que milhares de alvos ligados ao governo iraniano serão atingidos nos próximos dias.
Netanyahu declarou que a ofensiva busca criar condições para mudanças políticas no Irã e incentivou a população iraniana a se mobilizar contra o regime.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que qualquer retaliação iraniana resultará em resposta com “força nunca antes vista”.
Grupos do Oriente Médio prometem retaliação
Organizações islâmicas condenaram a morte de Khamenei e prometeram retaliação.
Entre os grupos que se manifestaram estão:
- Hezbollah
- Hamas
- Jihad Islâmica
- Huthis
Os movimentos classificaram o ataque como crime hediondo, crime de guerra e violação das normas internacionais. O Hezbollah declarou que continuará enfrentando a ofensiva israelense e norte-americana.
Irã anuncia Conselho
Após a morte de Khamenei, o governo iraniano anunciou a criação de um Conselho de Liderança Temporária para garantir a continuidade institucional.
O colegiado é formado por:
- Masoud Pezeshkian
- Gholamhossein Mohseni-Ejei
- Alireza Arafi
O grupo assume provisoriamente as funções do líder supremo até que a Assembleia de Especialistas escolha um sucessor definitivo.
Pezeshkian afirmou que a morte de Khamenei representa “declaração de guerra contra os muçulmanos” e mencionou “vingança legítima” contra Estados Unidos e Israel.
Brasil e Vaticano se posicionam
O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre a morte de Khamenei até o fechamento desta reportagem. No sábado (28), o Ministério das Relações Exteriores declarou preocupação com a escalada de hostilidades na região do Golfo.
No Vaticano, o Papa Leão XIV pediu o fim da espiral de violência e afirmou que a paz não se constrói com ameaças e armas.
Organismos internacionais alertam para riscos
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança e pediu cessar-fogo imediato.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o cenário como profundamente preocupante.
Outros organismos também se manifestaram:
- Organização Mundial da Saúde alertou para riscos sanitários
- Agência Internacional de Energia Atômica informou que monitora instalações nucleares e não identificou impacto radiológico até o momento
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