PESQUISA INÉDITA

Pesquisador maranhense participa da descoberta de nova espécie de dinossauro na África

Rafael Lindoso foi o único brasileiro convidado para fazer parte da equipe de pesquisa internacional e teve um papel fundamental na descoberta.

Imirante, com informações da Assessoria

Rafael Lindoso ao lado de um crânio de dinossauro durante uma de suas pesquisas sobre vertebrados fósseis. (Foto: Divulgação/IFMA)

MUNDO - O maranhense Rafael Lindoso, professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), integrou uma equipe internacional responsável pela descoberta de uma nova espécie de dinossauro carnívoro encontrada no deserto do Saara, no norte da África. A descoberta foi publicada na Revista Science, uma das mais respeitadas do mundo.

A pesquisa contou com a participação de 29 cientistas de diferentes países e Rafael foi o único brasileiro convidado para entrar na equipe de pesquisa. O paleontólogo Paul Sereno, da Universidade de Chicago e autor principal do estudo, convidou o maranhense a assinar a co-autoria do estudo ainda em 2025, ano em que estiveram juntos no interior do Maranhão para uma expedição científica.

Capa da última edição da Revista Science, com a descoberta do professor maranhense. (Imagem: Revista Science)

O artigo foi capa da última edição da revista, lançada nessa quinta-feira (19), e se trata da primeira vez que um pesquisador do IFMA assina um trabalho publicado na Science.

Nome do dinossauro descoberto faz referência a crista em seu crânio 

A nova espécie, descoberta na República do Níger, na África, foi batizada como Spinosaurus mirabilis. “Spinosaurus” é uma composição de duas palavras de origem greco-latina, significando “lagarto-espinho”, uma referência aos enormes espinhos que saiam das costas do animal. 

Já o “mirabilis", possui raiz latina e significa “admirável” ou “maravilhoso”, em alusão à sua crista em formato de cimitarra, uma espada curva, situada no topo do crânio, logo acima dos olhos. 

Espécie de dinossauro descoberta é considerada “semiaquática”

Algumas das características do seu corpo têm levado paleontólogos a dizer que o Spinosaurus como um predador que vivia tanto na água quanto na terra. Um crânio alongado semelhante ao de um crocodilo é um desses indícios.

Ilustrações do possível crânio do Spinosaurus mirabilis. (Imagem: Dani Navarro e Revista Science)

Segundo Rafael Lindoso, a descoberta de um possível dinossauro semiaquático é um ponto de ruptura, já que a maioria dos estudiosos sempre acreditou que esses animais eram apenas terrestres. 

“Até a chegada do Spinosaurus aos holofotes da ciência, esses animais eram considerados estritamente terrestres. No entanto, os avanços digitais incorporados à paleontologia nas últimas décadas transformaram profundamente a forma como estudamos esses animais”, afirma o professor.

Publicação da descoberta em revista internacional deve atrair investimentos

De acordo com o maranhense, a visibilidade que a descoberta teve com a publicação na Revista Science pode garantir investimentos na ciência do Maranhão. “A taxa de aceite em uma revista desse porte consiste em menos de 7%. Espera-se que, com a visibilidade que o artigo trará, os investimentos comecem a aparecer”, finaliza Rafael Lindoso. 

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