Atraso no Seguro-Defeso

Pescadores fazem manifestação e bloqueiam trechos das BRs 135 e 316 no Maranhão

O protesto começou por volta das 7h desta segunda-feira (9) e cobra, principalmente, o pagamento do Seguro-Defeso aos pescadores artesanais.

Imirante.com

Atualizada em 09/02/2026 às 09h03
Grupos de pescadores bloqueiam rodovias em manifestação MA. (Foto: divulgação)

MARANHÃO - Sindicatos, associações e colônias de pescadores da Baixada Maranhense realizam, nesta segunda-feira (9), uma manifestação com bloqueios em trechos das rodovias federais BR-135 e BR-316, no Maranhão. O protesto começou por volta das 7h e cobra, principalmente, o pagamento do Seguro-Defeso aos pescadores artesanais.

A mobilização está sendo realizada na BR-135, nas proximidades da rotatória de Bacabeira, e na BR-316, próximo à ponte sobre o Rio Pindaré, no município de Santa Inês. O movimento tem causado interdições por tempo indeterminado, e motoristas devem buscar rotas alternativas.

Protesto de pescadores interdita BRs 135 e 316

Sindicatos de pescadores realizam protesto nas BRs 135 e 316. (Foto: divulgação)

Segundo a organização, os pescadores reivindicam a liberação imediata do Seguro-Defeso 2025/2026, benefício garantido por lei e pago durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies. Segundo o movimento, muitos trabalhadores ainda não receberam o auxílio devido a exigências burocráticas, como o cadastro biométrico obrigatório pela plataforma Gov.br.

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Falta de acesso a internet impossibilita acesso ao benefício

As entidades afirmam que a exigência digital tem dificultado o acesso ao benefício, principalmente para pescadores que vivem em áreas rurais e comunidades tradicionais, onde há pouco acesso à internet ou a equipamentos adequados. Para os representantes da categoria, a medida acaba excluindo milhares de famílias de um direito garantido por lei.

Além do pagamento do Seguro-Defeso, o movimento pede a criação de postos de atendimento presencial, mutirões para regularização de cadastros e maior parceria entre o Governo Federal e sindicatos, associações e colônias de pesca. Os pescadores também defendem políticas públicas voltadas à inclusão digital e ao fortalecimento da pesca artesanal no Maranhão.

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