Consumidor

Assembleia Legislativa vai discutir aumento de gasolina em audiência

Motivos de aumento repentino e simultâneo serão discutidos por deputados estaduais.

Diego Torres / Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 11h56

O aumento repentino no preço dos combustíveis em São Luís será debatido na próxima semana por deputados estaduais maranhenses e autoridades que atuam na defesa do Consumidor. A informação foi confirmada na tarde desta quarta-feira (19) e a reunião deve ocorrer no dia 26. Pelo twitter, a promotora do Consumidor, Lítia Cavalcante classificou a situação de preocupante.

Pouco mais de uma semana depois da população da capital ser surpreendida com o aumento de R$ 0,20 no preço na gasolina, a Assembleia Legislativa do Maranhão convocou uma audiência pública para debater os motivos que levaram os revendedores de combustíveis a remarcar os valores cobrados.

Para a promotora do Consumidor, Lítia Cavalcanti, a situação é preocupante e deve ser discutida pelos órgãos de defesa do consumidor. Ontem, em entrevista a O Estado, a promotora já havia adiantado que iniciaria uma investigação para saber porque os preços aumentaram tanto e de forma simultânea em praticamente todos os postos. “Parece que houve uma mensagem telepática entre os revendedores. Só isso explica como o aumento foi tão orquestrado”, indicou.

Pelo twitter, Lítia se manifestou sobre o aumento da gasolina. Reprodução de internet.

Sobre a possibilidade de indícios de formação de cartel, Cavalcanti disse apenas que a investigação está em sua fase inicial. "Se for confirmado eles serão processados, mas esta hipótese ainda não pode ser levantada."

A declaração do presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis, Orlando Pereira dos Santos, de que “a gasolina poderia ser revendida até por R$ 10”, caso os empresários achassem conveniente, também causou estranheza à promotora. Orlando dos Santos afirmou que “quem determina o preço do combustível é o mercado”, numa tentativa de culpar o elevado consumo. “Não é assim que ocorre. Existem entidades que regulam o setor e este tipo de abuso não deve existir”, disse.

O Imirante.com conversou por telefone com o presidente do sindicato e foi informado de que ele não seria emitida nenhuma declaração pela categoria sobre o preço da gasolina. Orlando dos Santos limitou-se a dizer que o mercado é livre e que o sindicato não se envolve com preço.

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