Julgamento

Assassino do delegado de Caxias Márcio Mendes é condenado a 43 anos de prisão

A prisão do acusado foi efetuada cerca de 24 horas depois do assassinato. Além do delegado, dois policiais civis também foram feridos.

Imirante, com informações da PC-MA

Atualizada em 18/03/2026 às 11h04
Condenado homem que matou delegado Márcio Mendes. (Foto: Divulgação)

CAXIAS - O assassino do delegado de Caxias Márcio Mendes Silveira foi condenado, nessa terça-feira (17), a mais de 43 anos de prisão. O réu é Leandro da Silva Sousa que já havia sido preso. Em julho de 2025, uma equipe da Polícia Civil se deslocou até a casa do acusado para cumprir um mandado judicial. Ao entrarem pelo imóvel, o delegado foi atingido por um disparo de espingarda calibre .20 na região do tórax. Ele morreu no local.

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu no povoado Jenipapeiro, zona rural da cidade de Caxias. Durante a ação criminosa, outros dois policiais civis também foram feridos, sendo um baleado no braço e na coxa, e o outro sofreu fraturas no antebraço e na mão direita.

Após o crime, uma força-tarefa das forças de segurança pública foi mobilizada, resultando na prisão do autor cerca de 24 horas depois do ocorrido. Após a captura, ele foi encaminhado à Delegacia Regional de Caxias, onde prestou depoimento e foi autuado em flagrante. 

Delegado de Caxias, Márcio Mendes, foi assassinado ao tentar cumprir mandado de prisão. (Foto: Reprodução)

Sentença do acusado da morte do delegado Márcio Mendes Silveira

Na sentença, o Tribunal do Júri fixou as seguintes penas: 21 anos de reclusão pelo homicídio do delegado Márcio Mendes; 10 anos e 6 meses de reclusão pela tentativa de homicídio contra o primeiro investigador; 10 anos e 6 meses de reclusão pela tentativa de homicídio contra o segundo investigador, e 1 ano e 4 meses de reclusão, além de 10 dias-multa, pelo crime de receptação. Somadas, as penas chegam a 43 anos e 4 meses de reclusão, além de 10 dias-multa.

A decisão do Tribunal do Júri reforça o compromisso do sistema de justiça com a responsabilização de crimes de extrema gravidade, especialmente aqueles praticados contra agentes públicos no exercício de suas funções, e representa um importante passo na busca por justiça diante de um caso que causou forte comoção social.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.