Operação Farândola

PF deflagra operação contra esquema de caixa dois eleitoral em Caxias

Operação Farândola investiga uso de recursos não declarados para financiar vantagens ilícitas e gastos paralelos em campanhas nas eleições de 2024

Ipolítica

Atualizada em 05/03/2026 às 09h57

CAXIAS – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Farândola com o objetivo de desarticular um esquema de caixa dois eleitoral em Caxias, no interior do Maranhão. A investigação aponta que recursos não contabilizados teriam sido utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral de 2024.

Segundo a PF, a apuração indica que valores fora da contabilidade oficial de campanha foram empregados para sustentar despesas relacionadas às candidaturas, caracterizando o que a legislação eleitoral classifica como caixa dois eleitoral em Caxias. O objetivo da operação é reunir provas que permitam identificar a origem dos recursos e a forma como eles foram utilizados durante o processo eleitoral.

Mandados de busca e apreensão

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 19ª Zona Eleitoral. As diligências ocorreram nos municípios de Caxias e São Luís, onde agentes da Polícia Federal realizaram buscas em endereços ligados aos investigados.

Durante as ações, os policiais procuram apreender dispositivos eletrônicos, documentos, registros contábeis informais, valores em espécie e outros elementos que possam ajudar a comprovar a movimentação financeira relacionada ao esquema investigado. Ao todo foram encontrados cerca de R$ 203 mil em espécie. A análise desses materiais deve auxiliar os investigadores a reconstruir o fluxo do dinheiro e identificar os responsáveis pela organização e execução das operações financeiras.

Durante a operação foram encontados R$ 203 mil em espécie.

Como funcionava o esquema

De acordo com a PF, o esquema investigado teria contado com a atuação de um operador financeiro interposto. Esse intermediário seria responsável por receber e distribuir os valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante as eleições municipais de 2024.

A atuação desse operador, segundo os investigadores, teria sido fundamental para ocultar a origem dos recursos e permitir que o dinheiro circulasse fora dos registros oficiais de campanha. A investigação busca agora identificar todos os envolvidos e compreender como funcionava a estrutura utilizada para movimentar os valores.

Crimes investigados

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral. A Polícia Federal pretende aprofundar a análise do material apreendido para esclarecer a extensão do esquema e identificar eventuais beneficiários do dinheiro utilizado nas campanhas.

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