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Cury defende mandato de 8 anos para ministros do STF

Em São Paulo, o candidato Augusto Cury defende o fim da vitaliciedade no STF e propõe mandatos de 8 anos para promover a paz e o desenvolvimento.

Ipolítica, com informações do g1

Augusto Cury defende mandato de 8 anos para ministros do STF, indica preferência por mulheres e propõe pacificação diante da polarização política. (Divulgação)

BRASIL – O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira (3) que pretende propor o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito, e estabelecer mandatos de oito anos para os integrantes da Corte.

A declaração foi dada após um encontro na Igreja Assembleia de Deus, em São Paulo. Durante a entrevista, Cury também afirmou que gostaria que as próximas duas indicações para o STF fossem de mulheres.

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O meu desejo é que os próximos dois ministros sejam mulheres. Pelo menos é o que eu desejo agora”, afirmou.

Cury defende mandato de 8 anos no STF

Segundo Cury, a proposta de estabelecer mandato de oito anos para ministros do STF substituiria o modelo atual de permanência vitalícia na Corte.

O candidato não detalhou, no trecho apresentado, como seria feita a mudança no modelo de escolha e permanência dos ministros.

Durante a entrevista, ele também afirmou que sua presença na Assembleia de Deus não teve como objetivo pedir votos. Segundo Cury, a intenção foi defender uma proposta de “pacificação” do país.

Candidato fala em pacificação

Cury afirmou que o Brasil vive um cenário de polarização e radicalização política. Para ele, a disputa entre partidos e ideologias prejudica tanto a saúde mental da população quanto o desenvolvimento nacional.

Eles falaram que realmente o Brasil está polarizado, está radicalizado, mas a nação brasileira merece paz, merece se voltar a projetos para que ela possa se desenvolver, porque essa guerra entre partidos e ideologias tem asfixiado não apenas a saúde mental, mas o desenvolvimento do país”, declarou.

A pacificação foi apresentada pelo candidato como um dos principais pontos de seu discurso. Cury também defendeu a diversidade de ideias como elemento da democracia.

Eu estou propondo uma pacificação. De diversidade de ideias se torna a beleza da democracia”, afirmou.

“Minha mente é capitalista, mas meu coração é social”

Durante a entrevista, Cury também explicou como define sua visão política e econômica. O candidato afirmou defender uma combinação de ideias associadas ao capitalismo com políticas sociais.

Ele disse que pretende dialogar tanto com eleitores de direita quanto de esquerda.

Eu quero dizer que a minha mente é capitalista. A minha mente tem o melhor do capitalismo, meritocracia, família, empreendedorismo, liberdade de expressão, um estado mais enxuto, mas meu coração é social.

A declaração foi feita no contexto da apresentação de suas propostas e da defesa de uma atuação política que, segundo o candidato, busque conciliar diferentes visões ideológicas.

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