Posicionamento

Posição de Alcolumbre pode definir votação de Messias no STF

Postura de Alcolumbre pode influenciar votos no Senado e definir destino da indicação de Jorge Messias ao STF na sabatina

Ipolítica, com informações do g1

Posição de Alcolumbre pode definir votação de Messias (Antônio Cruz / Agência Brasil)

BRASÍLIA – A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) entrou em fase decisiva no Senado, com a postura do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sendo apontada como fator central para o resultado da votação.

Às vésperas da sabatina, marcada para quarta-feira (29), Alcolumbre tem adotado uma posição de cautela e evitado encontros oficiais com o indicado.

Postura de neutralidade

Segundo interlocutores, o presidente do Senado avalia que um encontro público com Jorge Messias neste momento poderia comprometer a imagem de neutralidade na condução do processo.

Apesar disso, há relatos de que os dois teriam se encontrado de forma reservada na semana passada, informação que é negada pela equipe de Alcolumbre.

Nos bastidores, a ausência de um gesto público é interpretada como sinal de indefinição.

Cenário de votos

A avaliação de integrantes do governo é de que o cenário no Senado segue apertado.

A contabilidade interna aponta:

  • 25 senadores considerados votos fiéis
  • 35 parlamentares contrários à indicação
  • 21 indecisos

Entre os indecisos, um grupo de 12 a 15 senadores é apontado como mais próximo de Alcolumbre e tende a acompanhar eventual sinalização do presidente da Casa.

Influência política

Mesmo afirmando publicamente que não atua a favor nem contra a indicação, Alcolumbre tem lembrado aliados de que já havia alertado o governo sobre resistências ao nome de Messias.

A expectativa no Senado é de que ele manifeste alguma posição entre esta terça (28) e a véspera da votação, o que pode influenciar diretamente o comportamento de parlamentares do centrão.

Mudança no cenário

Nos últimos dias, a percepção dentro do governo é de piora no ambiente político.

A projeção de votos favoráveis, que já chegou a cerca de 46, recuou para aproximadamente 44, segundo aliados do próprio Alcolumbre.

Diante disso, o Palácio do Planalto intensificou a articulação para evitar surpresas na sabatina e na votação em plenário.

Pressão por apoio

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que a posição de Alcolumbre pode ter impacto direto no resultado.

“Não está trabalhando a favor. Não vou dizer que está trabalhando contra, mas óbvio que a chancela ajudaria”

Ele também defendeu que o presidente do Senado deveria receber o indicado de forma institucional.

Emendas entram na negociação

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, passou a atuar diretamente na tentativa de ampliar apoio à indicação.

Entre as estratégias está o empenho de emendas parlamentares. Em abril, o governo reservou cerca de R$ 12 bilhões para pagamento desses recursos.

Resistência no Senado

Apesar disso, parte dos senadores demonstra cautela nas negociações.

O motivo é a desconfiança gerada após a indicação de Flávio Dino ao STF, quando, segundo relatos, houve empenho de emendas sem pagamento integral posterior.

Nesse contexto, parlamentares indicam que só avançariam em acordos com respaldo de Alcolumbre, visto como peça-chave para garantir o cumprimento de compromissos políticos.

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