BRASIL - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, investigado por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção.
A decisão ocorre em julgamento virtual e acompanha o voto do relator, ministro André Mendonça. Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques também votaram pela manutenção da prisão.
Suspeita de propina milionária
De acordo com as investigações, o ex-presidente do BRB é suspeito de ter recebido R$ 146,5 milhões em propina, incluindo pagamento em imóveis. O valor estaria ligado a negociações envolvendo o Banco Master.
A apuração aponta que parte do montante, cerca de R$ 74,6 milhões, já teria sido efetivamente paga.
Argumentos para manter a prisão
Ao autorizar a prisão preventiva, Mendonça citou a necessidade de garantir:
- a ordem econômica
- a instrução criminal
- a aplicação da lei penal
Segundo o ministro, há indícios de que o investigado poderia interferir nas investigações, com risco de destruição de provas, ocultação de bens e combinação de versões com outros envolvidos.
Papel no esquema investigado
As investigações indicam que Paulo Henrique Costa teria atuado como intermediador de interesses do empresário Daniel Vorcaro dentro do banco.
A suspeita é de que ele favorecia operações de interesse do Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Defesa contesta prisão
A defesa do ex-presidente do BRB afirma que a prisão é desnecessária e considera a medida exagerada. O caso segue em análise no STF, com julgamento previsto para ser concluído ainda nesta sexta-feira.
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