BRASIL - O governo brasileiro informou nesta quinta-feira (16) que Brasil responde aos EUA todos os questionamentos feitos pela gestão do presidente Donald Trump sobre temas comerciais e econômicos. As tratativas ocorreram após a abertura de uma investigação americana contra o país.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as respostas foram apresentadas ao longo de dois dias de reuniões em Washington, com foco em aspectos técnicos e jurídicos.
Temas discutidos nas reuniões
Durante os encontros, representantes brasileiros foram questionados sobre diferentes áreas consideradas sensíveis pelos Estados Unidos.
Entre os principais pontos abordados estão:
- Funcionamento do sistema de pagamentos PIX
- Comércio de etanol
- Propriedade intelectual
- Políticas ambientais e desmatamento
O governo brasileiro sustenta que todos os esclarecimentos foram prestados e que agora cabe aos EUA avaliar se haverá novos questionamentos.
PIX é ponto sensível nas negociações
O sistema de transferências instantâneas criado pelo Banco Central se tornou um dos focos da investigação americana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou publicamente que o Brasil não pretende alterar o funcionamento do PIX, defendendo a soberania nacional sobre a ferramenta.
Investigação comercial dos EUA
A apuração foi aberta com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O procedimento permite ao governo americano investigar práticas consideradas desleais por parceiros comerciais.
Na ocasião, a Casa Branca acusou o Brasil de manter, ao longo de décadas, políticas que prejudicariam produtos americanos.
Apesar disso, integrantes do governo brasileiro destacam que a balança comercial é favorável aos EUA, com maior volume de exportações americanas para o Brasil.
Negociações seguem em busca de acordo
Mesmo com as divergências, o governo brasileiro tem priorizado o diálogo com autoridades americanas para evitar medidas mais duras, como novas tarifas.
Nos últimos meses, houve contatos diretos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, além de conversas entre chanceleres e representantes econômicos dos dois países.
O Congresso brasileiro também aprovou a chamada Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao país adotar medidas em resposta a eventuais sanções comerciais.
Relação entre países teve mudança de tom
As negociações ganharam novo ritmo após um encontro entre Lula e Trump durante evento da Organização das Nações Unidas, no ano passado.
Desde então, segundo diplomatas, o diálogo entre os dois governos avançou, reduzindo tensões e permitindo a continuidade das tratativas.
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