Abertura de Inquérito

Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por calúnia

Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula após postagem com acusações atribuídas ao presidente

Ipolítica, com informações do g1

Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula após postagem em rede social (Luiz Silveira / STF)

BRASÍLIA – Moraes abre inquérito contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (15).

A investigação atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Publicação investigada

O inquérito tem como base uma postagem feita pelo senador Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro de 2026, na rede social X.

Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes em eleições. Também associou imagens do presidente brasileiro ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que Lula “será delatado”.

Entendimento da PF e da PGR

Segundo a PF e a PGR, ao utilizar a expressão “será delatado”, o senador fez menção direta à colaboração premiada, imputando falsamente fatos criminosos ao chefe do Executivo em ambiente virtual público.

A PGR sustentou que a conduta apresenta indícios concretos de atuação criminosa, caracterizando uma atribuição falsa e vexatória de delitos.

Enquadramento jurídico

O ministro Alexandre de Moraes enquadrou a conduta como crime de calúnia, com possibilidade de aumento de pena por ter sido cometida contra o presidente da República e divulgada em rede social, ampliando o alcance da ofensa.

Próximos passos

Moraes determinou o levantamento do sigilo dos autos, por entender que não há elementos que justifiquem a restrição de publicidade do processo.

A PF terá prazo de 60 dias para realizar as diligências necessárias e dar continuidade às investigações.

A defesa do senador ainda não se manifestou sobre a decisão.

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