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Relator da CPI reage ao STF e diz que ministros “não são donos do país”

Alessandro Vieira rebate críticas de ministros ao relatório da CPI e acusa Judiciário de intimidação e interferência política.

Ipolítica, com informações de O Globo

Alessandro Vieira rebate ministros do STF, fala em intimidação e diz que magistrados não são donos do país. (Brenno Carvalho / Agência O Globo)

BRASIL - O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, reagiu nesta terça-feira (14) às críticas feitas por ministros do Supremo Tribunal Federal ao relatório final da comissão e elevou o tom do embate entre Legislativo e Judiciário.

O parlamentar afirmou que os magistrados “não são donos do país” e disse que não irá recuar diante do que classificou como ameaças.

Relator fala em intimidação e pressão do Judiciário

As declarações foram feitas após manifestações públicas de ministros do STF contra o relatório, que pede o indiciamento de integrantes da Corte e do procurador-geral da República.

Segundo Vieira, houve tentativa de intimidação por parte de magistrados, com menções a possíveis punições a parlamentares.

  • O senador citou declarações de ministros do STF
  • Apontou ameaça de cassação eleitoral
  • Disse que não irá recuar diante das críticas

O relator também afirmou que sua atuação está ligada à defesa das prerrogativas do Congresso Nacional.

Embate envolve pedidos de indiciamento

O relatório da CPI solicita o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral Paulo Gonet, com base no chamado caso Master.

A proposta ainda será analisada pela comissão e, se aprovada, poderá ser encaminhada ao Senado e a órgãos de controle.

STF criticou relatório e apontou abuso

Mais cedo, ministros do STF classificaram o documento como tentativa de constrangimento institucional e levantaram a hipótese de abuso de autoridade.

Durante sessão, integrantes da Corte:

  • Criticaram o teor do relatório
  • Questionaram a base legal dos pedidos
  • Apontaram possível uso político da CPI

O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, afirmou que o relatório pode representar desvio de finalidade.

Já o ministro Dias Toffoli mencionou a possibilidade de responsabilização de parlamentares por eventuais excessos.

Tensão entre Poderes aumenta

As declarações ampliam a tensão entre Legislativo e Judiciário em torno da atuação da CPI do Crime Organizado.

O relatório, caso aprovado, poderá resultar em pedidos formais de responsabilização, que dependem de análise do Senado, presidido por Davi Alcolumbre.

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