CPI do Crime Organizado

Galípolo pede aprovação de PEC que prevê mais autonomia ao Banco Central

Presidente do Banco Central diz que instituição opera no limite e defende PEC que amplia autonomia técnica, financeira e administrativa

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Galípolo pede aprovação de PEC para ampliar autonomia do BC e diz que instituição opera no limite da capacidade. (Pedro França / Agência Senado)

BRASÍLIA – A autonomia do Banco Central voltou ao debate no Senado após o presidente, Gabriel Galípolo, pedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023.

Durante depoimento à CPI do Crime Organizado, Galípolo afirmou que a instituição funciona quase no limite de sua capacidade operacional.

Pedido no Senado

Galípolo disse aos senadores que o Banco Central precisa de mais recursos e autonomia para cumprir suas funções.

“Desde a minha sabatina, eu já pedi apoio, ajuda e, agora, estou pedindo socorro”, afirmou.

Segundo ele, a ampliação da autonomia do Banco Central é essencial para garantir o controle da inflação, a fiscalização do sistema financeiro e o avanço em novas tecnologias.

Estrutura limitada

O presidente do Banco Central destacou dificuldades para contratar pessoal e investir na modernização da instituição.

Atualmente, cerca de 3,4 mil dos 6.470 cargos previstos estão ocupados.

Para ilustrar o cenário, Galípolo comparou o BC brasileiro com outras instituições:

  • Federal Reserve (EUA): cerca de 23 mil servidores;
  • Banco Central da Índia: cerca de 13 mil servidores.

Segundo ele, o número reduzido de funcionários compromete a capacidade de atuação do órgão.

Combate ao crime

Galípolo também afirmou que, nas condições atuais, é difícil supervisionar o sistema financeiro e atuar no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

De acordo com o presidente do BC, organizações criminosas têm acesso a recursos e tecnologias para burlar mecanismos de controle.

O que prevê a PEC

A proposta amplia a autonomia do Banco Central ao estabelecer um novo regime jurídico para a instituição. Entre os principais pontos:

  • autonomia técnica, administrativa, orçamentária e financeira;
  • organização como empresa pública com poder de polícia;
  • atuação em regulação, supervisão e resolução;
  • supervisão do Congresso Nacional;
  • desvinculação de ministérios e outros órgãos da administração pública.

Segundo o texto, a medida busca tornar o Banco Central mais eficiente e independente no desempenho de suas funções.

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