CPI do Crime Organizado

CPI do Crime Organizado ouve Galípolo e Campos Neto falta novamente

Presidente do BC presta depoimento sobre caso Master; ex-presidente Roberto Campos Neto não comparece pela terceira vez

Ipolítica, com informações do g1

CPI do Crime Organizado ouve Gabriel Galípolo; Roberto Campos Neto falta pela terceira vez ao colegiado. (Lula Marques / Agência Brasil)

BRASÍLIA – A CPI do Crime Organizado ouve nesta quarta-feira (8) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enquanto o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, faltou pela terceira vez ao colegiado.

Galípolo foi convidado a prestar esclarecimentos sobre a atuação do Banco Central no caso do Banco Master e sobre possíveis irregularidades envolvendo o dono da instituição, Daniel Vorcaro.

Depoimento na CPI

O convite ao presidente do Banco Central foi aprovado a partir de requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

O parlamentar questiona uma reunião realizada no Palácio do Planalto entre Galípolo, Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levantando dúvidas sobre a finalidade institucional do encontro.

Durante o depoimento, Galípolo afirmou que recebeu orientação para atuar com autonomia e critério técnico.

“Seja técnico, você tem toda autonomia nesse processo, mas também não faça pirotecnia. Não proteja ninguém, não persiga ninguém”, disse.

Ele também negou ter participado de outras reuniões sobre o caso e afirmou que conduziu sua atuação de forma independente.

Caso Banco Master

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, um dia após Daniel Vorcaro ser alvo de operação da Polícia Federal que investiga fraudes financeiras.

As investigações apontam que a instituição vendia carteiras de crédito sem garantias, consideradas sem lastro.

Ausência de Campos Neto

A ausência de Roberto Campos Neto foi registrada mesmo após convocação aprovada pelo colegiado, a partir de requerimento do relator Alessandro Vieira (MDB-SE).

Segundo o senador, o ex-presidente do Banco Central é considerado uma “testemunha qualificada” para explicar critérios de idoneidade exigidos de controladores de bancos e a atuação da autoridade monetária diante das suspeitas envolvendo o Master.

Três faltas

Campos Neto foi chamado a depor em três ocasiões na CPI do Crime Organizado e não compareceu em nenhuma delas:

  • 3 de março: convocação transformada em convite por decisão do STF;
  • 31 de março: nova tentativa de oitiva, também sem comparecimento;
  • 8 de abril: convocação aprovada pela CPI, novamente não atendida.

O requerimento ainda menciona a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga possível atuação irregular de servidores do Banco Central para beneficiar o banco.

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