BRASÍLIA – O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou o apoio do governo brasileiro à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17). Para o parlamentar, a iniciativa tem caráter ideológico e não representa, segundo ele, o conjunto do Estado brasileiro.
Críticas à candidatura de Bachelet na ONU
Girão afirmou que o apoio do Brasil à candidatura de Bachelet na ONU reflete uma decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Esta não é uma indicação do Estado brasileiro, é uma indicação pessoal e ideológica do presidente Lula, é o uso do Itamaraty como extensão de um partido político para aparelhar a maior organização multilateral do mundo”, disse.
Questionamentos sobre atuação em direitos humanos
O senador também criticou a atuação de Michelle Bachelet quando esteve à frente do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, entre 2018 e 2022.
Segundo ele, houve omissão diante de situações em países como Nicarágua, Cuba e China, além de uma atuação que classificou como seletiva na defesa de direitos humanos.
Girão afirmou ainda que há manifestações contrárias à candidatura dentro do próprio Chile, incluindo posicionamentos de parlamentares.
Críticas à atuação da ONU
Durante o discurso, o senador também apontou o que considera uma crise de legitimidade da ONU.
“Não podemos normalizar essa instrumentalização de instituições multilaterais. Não podemos aceitar que organismos que deveriam ser espaços de equilíbrio se tornem plataformas de promoção de agendas específicas”, afirmou.
Ele também disse que essas agendas, segundo sua avaliação, podem desconsiderar a soberania nacional e valores de diferentes sociedades.
Carta contra a candidatura
Girão informou que assinou, junto a outros parlamentares, uma carta que será enviada à ONU manifestando posição contrária à candidatura de Bachelet na ONU.
De acordo com o senador, a iniciativa busca formalizar a discordância de parte do Congresso brasileiro em relação ao apoio do governo federal à ex-presidente chilena.
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