MUNDO - Os governos do Brasil, México e Colômbia divulgaram nesta sexta-feira (13) uma nota conjunta pedindo cessar-fogo no Oriente Médio e defendendo que os países envolvidos na guerra resolvam suas divergências por meio da diplomacia.
No comunicado, os três países afirmam que a interrupção imediata das hostilidades é essencial para permitir o avanço de negociações.
“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz a nota.
Os governos também ressaltaram que disputas entre Estados devem ser resolvidas de forma pacífica.
Defesa de solução diplomática
No documento conjunto, os países latino-americanos destacam que a diplomacia internacional deve ser o principal caminho para resolver o conflito.
Segundo o texto, é necessário respeitar os princípios internacionais de solução pacífica de controvérsias.
Os governos também afirmaram estar dispostos a colaborar com iniciativas que contribuam para a construção de um acordo político capaz de encerrar a guerra.
Conflito envolve Israel, EUA e Irã
A manifestação ocorre em meio à escalada de tensão entre Israel, Estados Unidos e Irã.
Pela segunda vez em oito meses, Israel e os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã em meio às negociações relacionadas ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis balísticos do país.
Os governos americano e israelense acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares. O Irã, por sua vez, afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que aceita inspeções internacionais.
Tensão tem origem histórica
As tensões entre Irã e Estados Unidos se intensificaram após a Revolução Islâmica do Irã, que derrubou a monarquia iraniana alinhada a Washington.
Desde então, o país passou a sofrer sanções econômicas e a manter uma relação de forte rivalidade com os Estados Unidos e Israel.
Diante do cenário de escalada militar, Brasil, México e Colômbia reforçaram no comunicado a necessidade de diálogo para evitar a ampliação do conflito e buscar uma solução negociada.
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