BRASIL - O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Segundo o colunista Lauro Jardim, da CBN e de O Globo, Daniel Vorcaro teria autorizado a simulação de um assalto para agredir o jornalista após a publicação de informações sobre o Banco Master.
A prisão de Daniel Vorcaro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em mensagens encontradas no celular do banqueiro.
Mensagens indicam plano contra jornalista
De acordo com as apurações, Daniel Vorcaro integrava um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, no qual teriam sido discutidas ações para retaliar adversários.
Nas mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, o plano envolveria:
- Monitoramento do jornalista para levantar informações pessoais;
- Simulação de um assalto;
- Agressão física com o objetivo de “quebrar os dentes”.
O plano não chegou a ser executado. Ainda segundo o colunista, as conversas foram usadas como fundamento para o pedido de prisão preventiva de Vorcaro.
Operação investiga fraudes bilionárias
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens ligados ao grupo investigado.
A Polícia Federal identificou quatro núcleos de atuação na organização investigada:
- Intimidação e obstrução de Justiça;
- Monitoramento ilegal de jornalistas e autoridades;
- Cooptação de servidores públicos;
- Ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
Além da prisão de Daniel Vorcaro, a Justiça determinou:
- Bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões;
- Cumprimento de 4 mandados de prisão preventiva;
- Execução de 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais;
- Afastamento de servidores públicos investigados.
Relações com autoridades são apuradas
A decisão judicial também menciona supostas relações inadequadas entre Daniel Vorcaro e ex-integrantes do Banco Central, que teriam sido afastados para investigação.
Segundo a PF, o grupo investigado teria obtido acesso indevido a sistemas de órgãos públicos e informações sobre diligências policiais.
Julgamento no STF ainda não tem data
A decisão que mantém Vorcaro preso ainda precisa ser referendada pela Segunda Turma do STF. Até o momento, não há definição sobre a data do julgamento.
Saiba Mais
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