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Acordo Mercosul-UE avança na Câmara e segue para o plenário

Comissão aprova tratado que pode criar a maior zona de livre comércio do mundo; votação pode ocorrer ainda nesta semana.

Ipolítica, com informações do g1

Imagem da assinatura do acordo do Mercosul-UE. (Reprodução/YouTube)

BRASIL - O acordo Mercosul-UE foi aprovado nesta terça-feira (24) pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul e agora segue para votação no plenário da Câmara dos Deputados. O tratado prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, conectando mercados com mais de 700 milhões de pessoas.

A expectativa é que o texto seja analisado pelos deputados ainda nesta semana. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já indicou que pretende priorizar a votação.

O que prevê o acordo Mercosul-UE

Assinado em 17 de janeiro, no Paraguai, o acordo Mercosul-UE estabelece a redução ou eliminação gradual de tarifas que abrangem mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

Entre os principais pontos do tratado estão:

  • Redução progressiva de tarifas de importação e exportação;
  • Regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas;
  • Normas sobre investimentos;
  • Harmonização de padrões regulatórios.

O relator da proposta na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que o acordo amplia oportunidades de inovação e pode impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável no país.

Segundo ele, o tratado facilita a importação de bens de capital e amplia o acesso a novas tecnologias produtivas.

Tramitação do acordo Mercosul-UE no Congresso

O processo de internalização começou em 2 de fevereiro, com o envio da mensagem presidencial ao Congresso Nacional.

Após aprovação na comissão da Câmara, o acordo Mercosul-UE seguirá os seguintes passos:

  • Votação no plenário da Câmara;
  • Envio ao Senado Federal para análise e deliberação;
  • Ratificação conforme os ritos legislativos brasileiros.

No Senado, a Comissão de Relações Exteriores já aprovou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar os desdobramentos do tratado. A iniciativa foi anunciada pelo presidente do colegiado, Nelsinho Trad.

Aprovação também depende de outros países

Além do Brasil, o acordo precisa ser aprovado por todos os países integrantes do Mercosul e também pela União Europeia, conforme as regras internas de cada nação.

Apesar de questionamentos levantados por parlamentares europeus, que encaminharam o tratado ao Tribunal de Justiça da União Europeia — o que pode atrasar sua implementação — diplomatas avaliam que o acordo poderá ser aplicado provisoriamente já a partir de março.

Caso avance em todas as etapas, o acordo Mercosul-UE deve ampliar o fluxo comercial e de investimentos entre América do Sul e Europa, consolidando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

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