BRASIL - O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que procurou o ex-presidente Jair Bolsonaro para se colocar como pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Segundo ele, Bolsonaro reconheceu sua intenção, mas disse que a definição dos nomes que comporão a chapa no estado dependerá de conversa com o senador Flávio Bolsonaro.
A visita ocorreu no 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília, onde Bolsonaro está preso. Portinho deixou o local por volta das 13h. Mais cedo, entre 8h e 10h, o senador Bruno Bonetti também esteve com o ex-presidente.
Disputa interna no PL do Rio
Portinho afirmou ter formalizado a intenção de disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Rio e se apresentado como representante do “campo ideológico da direita” no estado.
“Não tem martelo batido, mas apresentei minha candidatura. Ele reconhece que a minha pré-candidatura representa o campo da direita. Disse que uma das vagas é de indicação direta dele, mas que precisa conversar com o Flávio para fechar o arranjo no Rio” declarou.
A disputa no estado está longe de consenso. Também são apontados como possíveis candidatos:
- o governador Cláudio Castro (PL);
- o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ);
- o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Questionado se sua fala era indireta a colegas que foram alvos de investigações relacionadas a emendas, Portinho negou.
Estratégia nacional e Santa Catarina
Segundo o senador, o desenho no Rio está atrelado à estratégia presidencial. Bolsonaro teria reiterado que a prioridade do grupo é eleger Flávio à Presidência da República e ampliar a bancada conservadora no Senado a partir de 2027.
“O foco é eleger o Flávio e aumentar o número de cadeiras para ter maioria no Senado. Não adianta eleger 41 e não ter maioria de verdade. Precisamos de senadores alinhados, sem rabo preso, que possam cumprir o papel de investigar quando for necessário” afirmou.
Portinho relatou ainda que Bolsonaro comentou o cenário em outros estados. Em Santa Catarina, segundo ele, a definição estaria encaminhada com a deputada Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
A movimentação ocorre após tensão interna no estado. Carol de Toni chegou a ameaçar deixar o partido por falta de definição sobre a legenda e cobrou uma carta de Bolsonaro garantindo que não seria preterida.
Na articulação nacional, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem conduzido as negociações para governos estaduais.
Estado de saúde de Bolsonaro
Portinho e Bonetti também relataram fragilidade no estado de saúde do ex-presidente. Segundo Portinho, Bolsonaro está sob forte medicação e precisou ser assistido por um médico durante a conversa.
"Ele está sob forte medicação. Durante a nossa conversa, engasgou, soluçou, o médico entrou para medicá-lo. Está mais magro, um pouco grogue e cambaleou ao se levantar" afirmou.
Bonetti descreveu Bolsonaro como abatido, embora “bem de espírito” e atento ao cenário político.
Mesmo cumprindo regime fechado desde novembro, aliados avaliam que Jair Bolsonaro segue atuando como referência nas decisões estaduais e na montagem das estratégias para 2026, especialmente nas disputas ao Senado, consideradas prioridade pelo grupo político.
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