BRASIL - A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quinta-feira (12) que ainda é “muito cedo” para discutir uma eventual candidatura à vice-presidência em uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A declaração foi dada a jornalistas após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em Brasília, para tratar do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia e seus impactos para o agronegócio brasileiro.
“O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice. O candidato é à Presidência da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar, colocar nomes e, aí, nós vamos decidir. Fico lisonjeada e honrada com essa lembrança, mas acho que é muito cedo para essa conversa. Vamos conversar mais para frente” declarou.
Nome defendido pelo PL
A fala ocorre após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defender que uma eventual chapa de Flávio Bolsonaro tenha uma mulher como candidata a vice. Em entrevista à GloboNews, na quarta-feira (11), ele voltou a citar Tereza Cristina como seu nome preferido para a vaga.
A ex-ministra da Agricultura já havia sido defendida por Valdemar na eleição de 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a reeleição.
Tereza Cristina é vista como um nome com potencial de diálogo com o setor do agronegócio. Nesta semana, ela assumiu a presidência do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a convite do presidente da entidade, Paulo Skaf.
Movimentos de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro retornou ao Brasil na quarta-feira (11) após viagem à França. Durante a estadia no exterior, reuniu-se com lideranças políticas, empresários e jornalistas conservadores, em uma estratégia para fortalecer alianças internacionais e ampliar sua base de apoio.
Segundo aliados, o senador tem buscado convencer o mercado financeiro e setores da direita que ainda demonstram ceticismo sobre a viabilidade de sua candidatura.
O parlamentar lançou sua pré-candidatura em 5 de dezembro. Após o anúncio, o principal índice da Bolsa brasileira registrou queda, em meio à avaliação de parte do mercado de que a candidatura seria pouco competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desde então, Flávio tem intensificado conversas com interlocutores do mercado financeiro, especialmente na Faria Lima, com o objetivo de sinalizar que pretende levar a candidatura até o fim e ampliar o leque de apoios até outubro.
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