Tensão no Judiciário

Crise no STF piorou durante o Carnaval, avaliam ministros

Ambiente no STF segue tenso após vazamento e suspeita de gravação de reuniões sobre Dias Toffoli e Caso Master; PF apura quebra de sigilo de ministros.

Ipolítica, com informações do g1

Ministros avaliam que crise no STF piorou durante o Carnaval após vazamento e suspeita de gravação sobre Toffoli e Caso Master. (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

BRASÍLIA – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, nos bastidores, que a crise no STF piorou durante o Carnaval e que o ambiente interno segue marcado por tensão e desconfiança entre integrantes da Corte. Segundo relatos, o clima se deteriorou após o vazamento e a suspeita de gravação de reuniões envolvendo o ministro Dias Toffoli e o Caso Master.

“Não dá para esquecer o que aconteceu somente porque passou o Carnaval. A reunião foi gravada e foi tudo muito sério. Quebrou-se a confiança interna”, afirmou um integrante do STF.

Crise no STF envolve suspeita de gravação e vazamento

De acordo com ministros ouvidos, o episódio do vazamento e da suspeita de gravação das reuniões aumentou a instabilidade e aprofundou o desgaste interno, mesmo após o fim do Carnaval.

A dúvida agora, segundo integrantes da Corte, é se o presidente do STF, ministro Edson Fachin, deve abrir uma investigação interna para apurar o que ocorreu.

Operação da PF durante o Carnaval elevou tensão no STF

Para aumentar a temperatura dentro do tribunal, uma operação da Polícia Federal foi realizada durante o período carnavalesco, a partir de um inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes.

Nos bastidores, ministros avaliam que o resultado da apuração pode ser explosivo e relevante para esclarecer ataques contra o Supremo.

Apesar disso, colegas de Moraes teriam se incomodado com a decisão de incluir todos os ministros no rol de possíveis alvos de espionagem.

PF investiga quebra de sigilo de ministros e parentes

A Polícia Federal apura se houve quebra ilegal de sigilo de ministros do STF e de familiares. A suspeita é de que os dados tenham sido acessados para venda ou uso político, ou ainda para as duas finalidades ao mesmo tempo.

Ministros avaliam que, dependendo das conclusões, a crise no STF pode se aprofundar e impactar diretamente o ano eleitoral, principalmente se prevalecer a hipótese de uso político das informações.

Ações foram solicitadas pela PGR

O inquérito foi aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, mas as ações mais recentes foram solicitadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O nome de Gonet também constava na lista de pessoas que teriam registros analisados para verificar possível violação de dados.

No entanto, segundo a Receita Federal, não foi encontrada quebra de sigilo envolvendo o procurador-geral ou seus parentes.

Mulher de Moraes teria sido alvo de acesso indevido

A Polícia Federal e a Receita Federal identificaram que Viviane Barci Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, foi alvo de invasão em seus registros por um funcionário cedido à Receita Federal, que atua no Rio de Janeiro.

Além desse servidor, outros três funcionários também estão sendo investigados.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.