lealdade a bolsonaro

Tarcísio rebate Kassab e nega submissão política a Bolsonaro

Governador Tarcísio rebate Kassab, afirma que relação com Bolsonaro é de lealdade e reforça que não há submissão política.

Ipolítica

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. ( Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASIL - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu nesta sexta-feira (30) declarações do secretário de Governo e Relações Institucionais do estado, Gilberto Kassab, e afirmou que sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não é de submissão política, mas de amizade e lealdade. A fala ocorre em meio a especulações sobre o futuro político do governador e seu papel no campo conservador.

Durante a entrega da restauração da Estação Júlio Prestes, no centro da capital paulista, Tarcísio afirmou que apoiar Bolsonaro em um momento delicado não compromete sua autonomia política.
“É nesse momento difícil que os amigos aparecem para dizer ‘estou contigo, conta comigo’. Isso não tem absolutamente nada a ver com submissão”, declarou.

Kassab fala em gratidão sem dependência política

A declaração de Tarcísio foi uma resposta às falas de Kassab, que, em entrevista ao UOL News, afirmou que a gratidão a Bolsonaro não pode virar submissão política de Tarcísio. Segundo o secretário, reconhecer o papel do ex-presidente na trajetória política do governador não significa ausência de identidade própria.

“Uma coisa é gratidão, reconhecimento e lealdade; outra coisa é submissão”, afirmou Kassab, ao destacar que o governador de São Paulo ocupa um cargo de projeção nacional e precisa demonstrar posicionamento independente.

Identidade própria e projeção nacional

Kassab também avaliou que Tarcísio reúne características que o colocam como uma liderança nacional, o que exige clareza de identidade política. Para o dirigente do PSD, a condição de governador do maior estado do país impõe a necessidade de decisões autônomas, especialmente diante de eventuais pretensões futuras.

Apesar disso, Tarcísio tem reforçado publicamente que não pretende disputar a Presidência da República. Após visitar Bolsonaro na quinta-feira (29), na unidade prisional conhecida como Papuda, em Brasília, o governador reiterou que seu foco está na reeleição em São Paulo.

“A gente conversa sobre isso desde 2023. Meu interesse é ficar em São Paulo”, disse.

Cenário presidencial no PSD

Com a sinalização de que Tarcísio não entrará na corrida presidencial, o Partido Social Democrático (PSD), presidido por Kassab, passou a trabalhar com outros nomes para a disputa de 2026. Entre os cotados estão:

  • Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul
  • Ronaldo Caiado, governador de Goiás
  • Ratinho Júnior, governador do Paraná

Caso a estratégia se confirme, será a primeira vez que o PSD lançará uma candidatura própria à Presidência da República.

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