BRASÍLIA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (22) arquivar a investigação contra acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições de 2022. A decisão acolhe manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em agosto de 2024, a Polícia Federal (PF) havia indiciado investigados por suposta articulação para dificultar o trânsito de eleitores em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha vantagem contra Jair Bolsonaro (PL).
Arquivamento por falta de provas
Moraes determinou o arquivamento das investigações em relação aos delegados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira. Segundo o entendimento da PGR, não há provas suficientes para sustentar a acusação contra os dois.
Outros investigados e critérios adotados
Além dos dois delegados, outros nomes constavam no inquérito. Em relação a Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Marília Ferreira de Alencar e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, o arquivamento ocorreu porque eles já foram condenados pelo STF pelo mesmo crime, no mesmo caso.
Anderson Torres e Silvinei Vasques cumprem pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no âmbito das condenações relacionadas à trama golpista.
Já o delegado Fernando de Sousa Oliveira, que atuava como chefe interino da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal em 8 de janeiro, teve a investigação arquivada porque foi absolvido pelo STF na ação penal referente ao mesmo contexto.
Relembre o caso das eleições de 2022
No dia 30 de outubro de 2022, segundo turno das eleições presidenciais, a PRF realizou várias blitze que interferiram na circulação de eleitores, sobretudo no Nordeste, região em que Lula aparecia com vantagem nas pesquisas. Na véspera, o então diretor-geral da PRF havia declarado voto em Bolsonaro.
No próprio dia da votação, Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata das blitze, sob pena de prisão de Silvinei Vasques. A ordem, no entanto, não foi integralmente cumprida.
Relatório da época apontou que, entre 28 e 30 de outubro, a PRF fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste, contra 571 no Sudeste, o que embasou investigações sobre possível direcionamento das operações.
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