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Ex-prefeito de Barra do Corda é condenado a devolver R$ 163 mil por falhas no transporte escolar indígena

Decisão do TCE-MA aponta irregularidades no uso de recursos para transporte escolar indígena e aplica multa ao ex-gestor

Ipolítica

Ex-prefeito de Barra do Corda condenado pelo TCE-MA a devolver R$ 163 mil por falhas no transporte escolar indígena (Divulgação/Google Maps)

BARRA DO CORDA - O ex-prefeito de Barra do Corda, Wellryk Oliveira Costa da Silva, foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão a devolver R$ 163.599,00 aos cofres públicos por irregularidades na aplicação de recursos destinados ao transporte escolar indígena. A decisão foi tomada de forma unânime em sessão plenária.

Além da devolução do valor, o ex-prefeito de Barra do Corda condenado também deverá pagar multa de R$ 32.719,80. Atualmente, ele exerce o cargo de deputado estadual pelo Republicanos.

Falhas no uso de recursos públicos

A condenação do ex-prefeito é resultado de uma Tomada de Contas Especial instaurada pela Secretaria de Estado da Educação do Maranhão.

Segundo o TCE-MA, houve ausência de comprovação da aplicação regular dos recursos repassados por meio de um termo de adesão firmado em 2018. Os valores integravam o Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar Indígena (PEATEIND).

O objetivo do programa era garantir o transporte de estudantes indígenas do ensino fundamental e médio da rede pública estadual, especialmente os que vivem na zona rural do município de Barra do Corda.

O que apontou o TCE-MA

De acordo com o tribunal, a irregularidade se enquadra em situações como:

  • Omissão no dever de prestar contas
  • Não comprovação da aplicação de recursos públicos
  • Possíveis indícios de dano ao erário

Esses critérios justificam a responsabilização do gestor e a obrigação de ressarcimento aos cofres públicos.

Entenda a decisão

A decisão que tornou o ex-prefeito de Barra do Corda condenado reforça o papel do TCE-MA na fiscalização do uso de recursos públicos. O órgão tem competência para julgar casos em que há suspeitas de irregularidades na gestão financeira de prefeituras e órgãos públicos.

A Corte também pode aplicar sanções quando identifica falhas que resultem em prejuízo ao erário, como ocorreu neste caso envolvendo recursos destinados à educação indígena.

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