Após autorização da Justiça

Menino de oito anos participa de buscas por primos desaparecidos em Bacabal

Acompanhado por policiais e por equipes da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos trajetos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado.

Imirante.com

Durante as buscas, a criança também esteve em uma cabana conhecida como “casa caída”. (Foto: divulgação / SSP-MA)

BACABAL - Com autorização da Justiça do Maranhão, o menino de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e de Allan Michael, de 4, participou das buscas pelas duas crianças, que estão desaparecidas há 18 dias no município de Bacabal, no interior do estado.

Acompanhado por policiais e por equipes da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos trajetos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado. Segundo as autoridades, ele confirmou as informações que já havia prestado à Polícia Civil e aos psicólogos responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro, após três dias perdido em uma área de mata em Bacabal. (Foto: Reprodução / TV Mirante)

Menino ajuda em buscas por crianças em Bacabal

Durante as buscas, a criança também esteve em uma cabana conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim. De acordo com o relato do menino, esse foi o último local onde esteve com os primos antes de sair à procura de ajuda.

Cães farejadores utilizados na operação confirmaram a presença das crianças no local. A cabana fica no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal, e já vinha sendo monitorada pelas forças de segurança.

Justiça autoriza menino a auxiliar buscas no MA

Segundo a Polícia Civil, uma rede de proteção foi montada para preservar o menino de qualquer tipo de exposição ou assédio. Ele seguirá recebendo acompanhamento psicológico de forma contínua.

Equipes intensificam buscas no Rio Mearim. (Foto: Reprodução/TV Globo)

“Esse dano emocional vai existir. Por isso, esse cuidado e esse acompanhamento precisam ser mantidos para evitar danos emocionais maiores e impedir que ele seja revitimizado”, explicou a psicóloga Ana Letícia.

O menino recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20), após passar 14 dias internado. Ele foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros que trafegavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, depois de ter ficado desaparecido por três dias.

Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado

Com a nova fase de buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada. 

Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha

As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.

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No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.

A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.

Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas

Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Sonar faz ‘raio‑x’ do fundo do rio e orienta mergulhadores. (Foto: Divulgação/SSP-MA)

A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações. 

De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:

  • Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
  • Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
  • Substâncias na água: óleo ou resíduos.
  • Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.

“A gente consegue ver a coluna d'água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.

O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

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