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Tarifaço dos Estados Unidos pode gerar oportunidades para a economia brasileira, avalia economista

Medidas adotadas pelos EUA podem afetar exportações e o comércio internacional, mas também abrir espaço para produtos brasileiros em novos mercados.

Rádio Mirante News FM

Wilson França em entrevista ao PodCast Atualidades. (Wesly Lima / Rádio Mirante News FM)

SÃO LUÍS - A ampliação das tarifas de importação anunciada pelos Estados Unidos voltou a colocar a economia mundial em estado de atenção. A medida, que busca fortalecer a indústria norte-americana e reduzir a entrada de produtos estrangeiros, pode desencadear uma nova fase de tensões comerciais com reflexos em diversos países, incluindo o Brasil.

O tema foi discutido nesta segunda-feira (3) no programa Atualidades, da Mirante News FM, em entrevista com o economista Wilson França. Durante a conversa, o especialista explicou que, embora as tarifas tenham sido direcionadas principalmente a grandes parceiros comerciais dos Estados Unidos, seus efeitos acabam alcançando toda a economia global.

Segundo Wilson França, o aumento das tarifas significa que produtos importados passam a pagar mais impostos para entrar no mercado norte-americano, tornando-se mais caros e menos competitivos. Como consequência, empresas e investidores reavaliam estratégias, cadeias produtivas são reorganizadas e o comércio internacional tende a sofrer alterações.

“Isso tem afetado o custo de vida da população dos Estados Unidos. Por exemplo, produtos como suco de laranja e carne que vão para a mesa, tem ficado muito mais caro. E ao mesmo tempo, a pressão dos combustíveis, do barril de petróleo, por conta dos conflitos no oriente médio, disparou o preço da gasolina lá. E como o etanol deles é menos eficiente do que o nosso, a situação lá tá ficando cada vez mais complicada”, disse Wilson França.

Brasil pode enfrentar desafios, mas também encontrar oportunidades

Durante a entrevista, o economista destacou que o Brasil pode aproveitar as sanções impostas pelos Estados Unidos para fortalecer laços econômicos com outros países.

“Hoje o Brasil se encontro em uma posição mais favorável tanto a nível regional, quanto a nível global, em que poderia utilizar esse tipo de situação para buscar mais mercado na África do Sul, no continente africano, na China, no sudeste asiático, Indonésia, Japão, Filipinas. São países que ainda tem uma relação tímida com o Brasil, mas que podem ser novos mercados, principalmente nesse segmento que ainda é o nosso forte que é o agro”, explicou Wilson.

Assista.

 

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