PONTO FINAL

"A prisão não é o único mecanismo'': Gaeco mantém investigações e anuncia nova coordenação após mudanças internas

"Sociedade pode ficar tranquila" assegura procurador Haroldo de Brito.

Mirante News FM

Haroldo de Brito em entrevista ao Ponto Final, com Jorge Aragão. (Anna Clara Dias / Mirante News FM)

SÃO LUÍS – O Ponto Final desta segunda-feira (19), recebeu o procurador de Justiça Haroldo de Brito, novo coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), para tratar das ações do órgão após recentes mudanças internas.

“É preciso que se diga para as pessoas, que muita gente confunde, pensa que o GAECO é um órgão à parte do Ministério Público. Ele não é. Ele é um órgão inserido na estrutura administrativa do Ministério Público, comandada pelo procurador-geral”, declarou.

Operação Tântalo II

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) afirmou que as alterações na coordenação fazem parte da dinâmica institucional e não comprometem as investigações, mesmo após o pedido de exoneração de promotores do Gaeco, ocorrido no dia 11 deste mês, depois de a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura dos investigados presos na Operação Tântalo II, que apura o desvio de R$ 56 milhões em recursos públicos em Turilândia.

“Dada a questão da Tântalo, porque a Tântalo tem um detalhe que é importante que se diga, os investigados estão presos. E quando você tem um investigado preso, a própria lei processual penal determina prazo para conclusão das investigações e aprovação da denúncia. Então, diante desse cenário da manutenção dessas pessoas presas, passa a ser prioridade”.

Durante a entrevista, Haroldo de Brito destacou que medidas mais severas, como prisões, devem ser adotadas apenas quando estritamente necessárias, motivo pelo qual foram aplicadas medidas cautelares consideradas suficientes e proporcionais ao caso. 

“Nós não vimos necessidade de manter a prisão. A prisão não é o único mecanismo. E eu digo mais, a melhor forma de desarticular essas organizações criminosas, todas elas, é mexer onde mais dói a elas, é no bolso. E ainda mais quando se trata dessa questão de agentes políticos do Estado, é proibi-los de ter acesso aos cargos. Isso é a melhor forma de combate-los, no meu entendimento”, disse.

Veja a entrevista completa.

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