PONTO FINAL

"A prisão não é o único mecanismo'': Gaeco mantém investigações e anuncia nova coordenação após mudanças internas

"Sociedade pode ficar tranquila" assegura procurador Haroldo de Brito.

Mirante News FM

Atualizada em 19/01/2026 às 12h51
Haroldo de Brito em entrevista ao Ponto Final, com Jorge Aragão. (Anna Clara Dias / Mirante News FM)

SÃO LUÍS – O Ponto Final desta segunda-feira (19), recebeu o procurador de Justiça Haroldo de Brito, novo coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), para tratar das ações do órgão após recentes mudanças internas.

“É preciso que se diga para as pessoas, que muita gente confunde, pensa que o GAECO é um órgão à parte do Ministério Público. Ele não é. Ele é um órgão inserido na estrutura administrativa do Ministério Público, comandada pelo procurador-geral”, declarou.

Operação Tântalo II

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) afirmou que as alterações na coordenação fazem parte da dinâmica institucional e não comprometem as investigações, mesmo após o pedido de exoneração de promotores do Gaeco, ocorrido no dia 11 deste mês, depois de a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura dos investigados presos na Operação Tântalo II, que apura o desvio de R$ 56 milhões em recursos públicos em Turilândia.

“Dada a questão da Tântalo, porque a Tântalo tem um detalhe que é importante que se diga, os investigados estão presos. E quando você tem um investigado preso, a própria lei processual penal determina prazo para conclusão das investigações e aprovação da denúncia. Então, diante desse cenário da manutenção dessas pessoas presas, passa a ser prioridade”.

Durante a entrevista, Haroldo de Brito destacou que medidas mais severas, como prisões, devem ser adotadas apenas quando estritamente necessárias, motivo pelo qual foram aplicadas medidas cautelares consideradas suficientes e proporcionais ao caso. 

“Nós não vimos necessidade de manter a prisão. A prisão não é o único mecanismo. E eu digo mais, a melhor forma de desarticular essas organizações criminosas, todas elas, é mexer onde mais dói a elas, é no bolso. E ainda mais quando se trata dessa questão de agentes políticos do Estado, é proibi-los de ter acesso aos cargos. Isso é a melhor forma de combate-los, no meu entendimento”, disse.

Veja a entrevista completa.

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