não perca!

Bad Bunny no Super Bowl 2026: astro latino comanda show do intervalo e promete apresentação histórica

Porto-riquenho Bad Bunny leva reggaeton e identidade latina ao maior palco da TV americana em performance que pode marcar a história do evento.

Na Mira

Atualizada em 07/02/2026 às 13h09
Bad Bunny no Super Bowl 2026: astro latino comanda show do intervalo e promete apresentação histórica. (Chris Pizzello/Invision/AP)

MUNDO - O Super Bowl LX, que acontece neste domingo (8), promete muito mais do que a decisão da temporada 2025/2026 da NFL entre Seattle Seahawks e New England Patriots. Como já virou tradição, o espetáculo esportivo divide os holofotes com a música e, este ano, o centro do palco será ocupado por Bad Bunny, atração principal do show do intervalo.

Maior nome da música latina na atualidade, o cantor porto-riquenho chega ao evento em um dos momentos mais altos da carreira, embalado por recordes de streaming, Grammy de Álbum do Ano e uma turnê mundial lotada. Mas sua presença vai além do entretenimento: trata-se de um marco cultural e político para o maior evento televisivo dos Estados Unidos.

Bad Bunny no Super Bowl: reggaeton no maior palco do mundo

Com audiência que ultrapassa a casa das centenas de milhões de espectadores, o Super Bowl é considerado o palco mais cobiçado da indústria musical. Ao assumir o intervalo, Bad Bunny se torna um dos poucos artistas latinos a liderar sozinho a apresentação, levando reggaeton, trap latino e espanhol para o centro da cultura pop americana.

A performance será transmitida ao vivo na GE TV e no Multishow, a partir das 22h, com reexibição na TV Globo após o BBB.

A expectativa é de um show coreografado, festivo e dançante, mas impossível de ser dissociado do peso simbólico que o artista carrega.

“Vai ser divertido, vai ser uma festa. As pessoas só precisam se preocupar em dançar”, adiantou o cantor à Apple Music.

De Porto Rico ao topo das paradas globais

Antes de virar fenômeno mundial, Benito Antonio Martínez Ocasio era só um garoto do litoral de Porto Rico que cantava no coral da igreja. Filho de um caminhoneiro e de uma professora de inglês, começou a compor ainda adolescente.

Na universidade, enquanto estudava comunicação audiovisual, trabalhou como empacotador de supermercado. Foi nesse período que passou a subir músicas autorais no SoundCloud, estratégia que mudaria sua vida.

O single “Diles” chamou atenção do produtor DJ Luian, abrindo portas na indústria. Depois vieram hits como “Soy Peor”, além de colaborações com Cardi B (“I Like It”) e Drake (“Mía”), que ajudaram a internacionalizar seu nome.

O resto virou história:

  • X 100pre (2018)
  • YHLQMDLG (2020)
  • El Último Tour del Mundo (primeiro álbum totalmente em espanhol a liderar a Billboard 200)
  • Un Verano Sin Ti (o mais reproduzido da história do Spotify)
  • Debí Tirar Más Fotos (2025), vencedor do Grammy de Álbum do Ano

Em 2025, ele foi o artista mais ouvido do mundo pela quarta vez, somando 19,8 bilhões de streams, além de figurar entre os músicos mais bem pagos do planeta, com ganhos estimados em US$ 66 milhões, segundo a Forbes.

Sucesso global de Bad Bunny sem cantar em inglês

Diferentemente de muitos artistas latinos que migraram para o inglês para conquistar o mercado americano, Bad Bunny fez o caminho oposto: manteve o espanhol como identidade central.

“Tenho orgulho de ser porto-riquenho. Sempre fiz questão de cantar na minha língua”, disse em entrevista à Forbes. “Estou apenas sendo eu mesmo: sou a minha cultura.”

Essa escolha transformou sua trajetória em símbolo de representatividade. Seu sucesso prova que a música latina não precisa se adaptar, o mundo é que se adapta a ela.

Política, identidade latina e impacto cultural

A apresentação também chega cercada de discussões políticas. Bad Bunny nunca separou arte de posicionamento.

Em 2019, interrompeu a carreira para participar de protestos que levaram à renúncia do governador de Porto Rico. Em discursos e letras, fala sobre imigração, desigualdade e imperialismo americano na ilha.

Seu álbum mais recente, Debí Tirar Más Fotos, aprofunda essa temática ao defender a memória, a cultura e a identidade porto-riquenha, misturando batidas dançantes com críticas sociais.

Por isso, mesmo que o show do Super Bowl siga o protocolo tradicional, altamente roteirizado e supervisionado pela NFL, a simples presença de um artista latino, cantando em espanhol, ocupando o evento mais “americano” da TV já é, por si só, uma declaração.

O que esperar do show do intervalo no Super Bowl?

A tendência é que o espetáculo aposte em hits dançantes, grande produção visual e celebração da cultura latina. Coreografias, convidados especiais e um setlist recheado de sucessos como “Tití Me Preguntó”, “Callaíta” e “Moscow Mule” são apostas dos fãs.

Entre política ou festa, talvez Bad Bunny consiga fazer o que poucos artistas fazem naquele palco: unir entretenimento e representatividade sem precisar discursar. Porque, no fim das contas, quando o reggaeton ecoar no estádio e milhões de pessoas cantarem em espanhol, a mensagem já estará dada.

Neste domingo, o Super Bowl não será apenas futebol americano. Será também sobre Porto Rico, América Latina e o poder global de Bad Bunny!

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.