Caso segue em análise

Decisão mantém suspensão de pulverização aérea após denúncias de contaminação no MA

ribunal rejeita argumento de empresa e reforça medidas emergenciais às famílias.

Imirante.com

(Imagem Ilustrativa) — Foto: TV Gazeta ((Imagem Ilustrativa) — Foto: TV Gazeta)

TIMBIRAS – A Justiça do Maranhão decidiu manter a suspensão imediata da pulverização aérea de agrotóxicos no município de Timbiras, localizado a cerca de 316 km de São Luís. A medida foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que seguiu o entendimento do Ministério Público Federal (MPF) e negou o pedido de uma empresa de aviação agrícola para retomar as atividades.

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A empresa alegava que os sintomas relatados por moradores, como queimaduras na pele, teriam sido causados por um suposto surto de sarna. No entanto, o Tribunal considerou que essa hipótese ainda precisa ser devidamente investigada, não sendo suficiente para derrubar a medida preventiva.

Proteção às comunidades tradicionais

A decisão judicial beneficia diretamente comunidades tradicionais da região, como São José, Baixa Nova e Maresia, que denunciaram episódios de possível contaminação após a passagem de aeronaves pulverizando agrotóxicos.

Moradores relataram uma série de sintomas, incluindo queimaduras na pele, vômitos e dores de cabeça. Além dos impactos à saúde, também foram apontados prejuízos na produção agrícola, contaminação de poços artesianos e danos à vegetação nativa.

Indícios de irregularidades na aplicação

De acordo com parecer do MPF, há indícios de que a pulverização ocorreu em desacordo com normas do Ministério da Agricultura e Pecuária. Entre as irregularidades apontadas está o descumprimento das distâncias mínimas de segurança, com aplicação próxima a áreas habitadas e cursos d’água, além da ausência de aviso prévio às comunidades.

Essas práticas aumentam o risco de exposição direta da população a substâncias químicas potencialmente nocivas, reforçando a necessidade de manutenção da suspensão.

Assistência emergencial às famílias

Além de proibir a continuidade dos voos, a decisão judicial também mantém a obrigação de a empresa prestar assistência emergencial às famílias afetadas. Entre as medidas estão o fornecimento de água potável, cestas básicas e atendimento médico e psicológico.

O objetivo é minimizar os impactos imediatos causados pelos possíveis danos à saúde e ao meio ambiente.

Caso segue em análise

O processo segue em tramitação na Subseção Judiciária de Caxias. Nesta fase, a Justiça irá avaliar a responsabilidade da empresa pelos danos sociais e morais coletivos apontados nas denúncias.

Enquanto isso, a suspensão da pulverização aérea permanece válida, como medida preventiva para evitar novos episódios e garantir a segurança das comunidades locais.

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