Sem reforma

Após desocupação, prédio abandonado preocupa vizinhos com invasões e sujeira

Após a saída de 133 famílias, o prédio Santa Luzia, no bairro São Francisco, segue abandonado com mato e entulhos, preocupando vizinhos da região.

Imirante, com informações da TV Mirante

Prédio abandonado gera medo no São Francisco, em São Luís. (Foto: Reprodução/ TV Mirante)

SÃO LUÍS - O prédio Santa Luzia, no bairro São Francisco, em São Luís, permanece vazio mais de um ano após a retirada de 133 famílias por determinação da Justiça. Desde então, moradores da região relatam aumento da insegurança, com registros de invasões, sujeira, falta de iluminação e medo entre os vizinhos.

A desocupação ocorreu após laudos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), da Prefeitura de São Luís, do Corpo de Bombeiros e de uma perícia judicial apontarem problemas na estrutura do imóvel, riscos de incêndio e falhas nas instalações do edifício.

A decisão judicial determinou que as famílias deixassem o prédio em até 13 dias. Os moradores seriam incluídos em um programa de aluguel social, com pagamento mensal de R$ 400. Algumas famílias afirmaram, porém, que o prazo curto dificultou a retirada de todos os pertences.

Após a saída dos moradores, o prédio ficou fechado e passou a apresentar sinais de abandono. Segundo vizinhos, o local acumula entulhos, mato e pontos de depredação, além de ter perdido a iluminação pública instalada na área.

Prédio abandonado há mais de um ano aumenta insegurança no bairro São Francisco

Para moradores da região, a situação trouxe impactos para a segurança da rua. Eles afirmam que a falta de ocupação e de manutenção do imóvel contribuiu para aumentar a sensação de vulnerabilidade.

“Depois que esse prédio foi desocupado, duas casas já foram assaltadas. Segurança é uma responsabilidade do poder público e simplesmente não existe. Ninguém toma providência nenhuma. Fica o prédio desocupado e o restante da rua toda em insegurança. É isso que acontece”, relatou o vizinho Paulo Tinoco.

A Justiça estabeleceu um prazo de três anos para que o prédio fosse reformado, caso houvesse viabilidade técnica e financeira para a recuperação da estrutura. Caso a obra não fosse realizada, a determinação seria pela demolição do imóvel.

Mais de um ano depois da retirada das famílias, ainda não há definição sobre o futuro do prédio. Antigos moradores também afirmam que seguem sem informações sobre uma possível reforma ou demolição.

O que dizem as autoridades?

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) informou que o edifício Santa Luzia foi desocupado por ordem judicial e que todas as famílias foram incluídas no programa de aluguel social. O órgão afirmou ainda que o prédio está lacrado e passa por vistorias periódicas.

Apesar das denúncias dos moradores sobre vandalismo no local, a Semurh informou que conta com o apoio da segurança pública para evitar ocupações irregulares.

A Prefeitura de São Luís informou que aguarda o laudo técnico da perícia de engenharia para definir se o imóvel será reformado ou demolido, conforme prevê a decisão judicial, que estabeleceu o prazo de três anos.

A Defensoria Pública do Maranhão informou que cerca de 30 famílias do Edifício Santa Luzia são assistidas pelo órgão e continuam recebendo o aluguel social. A instituição afirmou ainda que solicitou à Justiça a manutenção do benefício até uma solução habitacional definitiva e pediu a arrecadação do imóvel pelo município para estudos, realização de obras, eliminação de riscos e regularização fundiária.

Sobre os furtos e saques registrados nos apartamentos após a desocupação, a Defensoria afirmou que irá apurar os prejuízos e as circunstâncias dos casos para avaliar as medidas judiciais cabíveis.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.