Classe política do MA na expectativa dos próximos capítulos da crise no STF
Grupo governista sente "certo alívio" das pressões judiciais vindas do gabinete de Flávio Dino logo no início da campanha eleitoral deste ano.
SÃO LUÍS - Desde 2023, o Maranhão se tornou um alvo constante na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em muitas decisões monocráticas com as mais diferentes ações vindas de partidos políticos. Alguns casos, até artigo de um blog serviu para abrir investigação na Corte Judicial máxima do Brasil. Agora, o STF passa por uma crise sem prescendentes e vem gerando muitas expectativas na classe política maranhense sobre os próximos capítulos nos mais diversos processos que existem no Supremo.
Um dos agentes políticos que está aguardando o desfeixo da crise do STF é o senador Weverton Rocha (PDT). Ele foi exemplo usado nas reportagens nacionais que serviriam para mostrar que a Polícia Federal (PF) fez operações contra políticos em decisões “seletivas” do ministro André Mendonça.
O relatório da PF sobre as “decisões seletivas” serviu não somente para o ministro (e adversário de Mendonça) Alexandre de Moraes acionasse André Mendonça, mas também para sustentar a defesa de Weverton de que as operações da PF foram apenas perseguição política. Agora, a defesa do senador aguarda os próximos passos para, provavelmente, pedir a nulidade dessa investigação.
Já no Maranhão mais especificamente, as expectativas vêm do grupo governista que tem uma dezena de processos no gabinete de Flávio Dino incluindo uma investigação contra o governador Carlos Brandão (MDB).
E essas expectativas passam também sobre os métodos usados pelos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes que levaram a uma série de decisões contra o grupo governista que tem os amigos de Dino como adversário no estado.
Os palacianos, claro, assim como tantos outros precessados já visam na ideia de nulidade de uma série de ações.
Mas o que se tem percebido de fato e de imediato para os governistas é um alívio momentâneo trazido com a “guerra civil” no STF. Enquanto a crise durar, acreditam alguns, a atenção de Dino (que confrontou André Mendonça e passou por cima de uma decisão e mandou voltar o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues) não será mais os palacianos por enquanto. Será mesmo? Somente o tempo dirá.
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