Crise no Supremo

Entidades empresariais cobram que STF analise crise institucional em sessão pública

Manifesto assinado por CNI, Fiesp e CNC pede que STF examine fatos relacionados à crise na Corte com urgência e transparência.

Imirante, com informações do g1

Entidades empresariais cobram que STF analise crise institucional em sessão pública e defenda transparência nas decisões. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom)

BRASIL – Entidades empresariais divulgaram nesta quarta-feira (9) um manifesto em que cobram que o Supremo Tribunal Federal (STF) examine, em sessão pública e com urgência, fatos relacionados à crise na Corte.

O documento, chamado de “Manifesto à Nação Brasileira”, é assinado por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

No texto, as organizações afirmam que o país enfrenta uma “crise institucional de extrema gravidade” e apontam o Supremo como o centro da situação.

Manifesto cobra transparência do STF

As entidades defendem que o Plenário do STF analise os fatos em sessão pública e afirmam que a resposta da Corte deve ocorrer sem demora.

“O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas”, diz o manifesto.

O documento não cita ministros nem apresenta detalhes sobre episódios específicos. As entidades afirmam que a perda de legitimidade de um tribunal pode afetar a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a paz social.

Segundo o manifesto, a autoridade de uma Corte depende de imparcialidade, transparência e exemplo na atuação de seus integrantes.

Entidades signatárias

Além da CNI, Fiesp e CNC, o manifesto destaca a participação das seguintes entidades:

Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB);

Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp);

Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp);

Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A página do manifesto também reúne adesões de associações, federações e sindicatos de diferentes setores e regiões do país. Ao todo, são 2.764 registros.

O documento termina com uma convocação para que a sociedade se manifeste e afirma que “ninguém está acima da lei”.

Posicionamento da CNI

Em uma manifestação separada, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que as sucessivas crises em Brasília colocam as instituições em risco e exigem uma reação responsável.

No texto intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, Alban defendeu discussões públicas e transparentes, além de decisões que considerem impactos sobre competitividade, produtividade e geração de empregos.

Segundo o presidente da CNI, a confiança da população nos Poderes públicos é um dos pilares da democracia.

Alban também defendeu que autoridades, empresários e trabalhadores busquem consenso em temas como metas fiscais e políticas econômicas voltadas para investimentos e crescimento.

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