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Conheça o plano de governo do candidato Felipe Camarão

Plano de Governo de Felipe Camarão aposta em industrialização, inclusão social e novas matrizes de desenvolvimento para o Maranhão.

Ipolítica

Felipe Camarão é candidato ao Governo pelo PT (Reprodução/Redes Sociais)

SÃO LUÍS - O candidato ao Governo do Maranhão Felipe Camarão apresentou o Plano de Governo “Diálogos pelo Maranhão”, documento que reúne propostas e compromissos para a gestão estadual entre 2027 e 2030. O programa foi estruturado a partir de consultas realizadas em diferentes regiões do Estado e organizado em cinco blocos temáticos, com 65 compromissos de governo.

Segundo o documento, as propostas foram construídas a partir de um processo de escuta envolvendo comunidades urbanas e rurais, sindicatos, associações, escolas, territórios tradicionais e representantes de diferentes setores da sociedade. O plano afirma que as contribuições foram sistematizadas por 26 Grupos de Trabalho, reunindo especialistas, movimentos sociais, trabalhadores, empresários e gestores públicos.

Desenvolvimento econômico com distribuição de riqueza

O principal eixo do plano é a criação de uma nova matriz de desenvolvimento socioeconômico para o Maranhão. O documento apresenta como diagnóstico que o Estado cresceu economicamente nas últimas décadas, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar essa riqueza em renda e melhoria dos indicadores sociais.

A proposta é substituir um modelo baseado principalmente na exportação de matérias-primas por uma estratégia de industrialização e agregação de valor dentro do território maranhense. O plano defende quatro novas matrizes de geração de renda: industrialização, bioeconomia e sociobiodiversidade, transição energética e economia do conhecimento, do cuidado e da cultura.

Entre as medidas previstas estão o fortalecimento de pequenos negócios, da agricultura familiar cooperativada e de cadeias produtivas locais, com o objetivo de ampliar a distribuição de renda e gerar oportunidades nos municípios.

Combate às desigualdades como prioridade

O plano estabelece três eixos transversais: conservação ambiental e segurança hídrica; combate às desigualdades territoriais, raciais, de gênero e sociais; e educação, inovação científica e tecnológica com inclusão socioeconômica.

O documento aponta que o Maranhão possui uma economia com forte participação em setores como mineração, agronegócio e logística, mas que parte significativa do valor produzido não permanece no Estado. A proposta apresentada é estimular cadeias produtivas capazes de gerar empregos e renda localmente.

Educação, ciência e qualificação profissional

Na área educacional, o programa defende a ampliação da educação em tempo integral, fortalecimento do ensino profissionalizante e expansão de políticas voltadas à formação dos jovens.

O plano destaca a ampliação da rede do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), com ensino técnico integrado ao ensino médio e conexão com as vocações econômicas de cada região.

O documento também propõe avançar em alfabetização, melhoria da aprendizagem e ampliação da infraestrutura educacional, apontando a educação como elemento estratégico para uma economia baseada em conhecimento e inovação.

Saúde, assistência social e segurança alimentar

Na saúde, o plano do candidato Felipe Camarão apresenta a ampliação do acesso aos serviços públicos e defende uma rede mais integrada de atendimento. O documento cita desafios como a necessidade de reduzir vazios assistenciais, ampliar serviços especializados e fortalecer políticas de cuidado.

Entre as propostas relacionadas à segurança alimentar estão o fortalecimento dos sistemas de produção e abastecimento, ampliação da agricultura familiar e expansão de equipamentos públicos de alimentação. O programa destaca a rede de Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias como instrumentos de combate à fome.

Agricultura familiar, meio ambiente e bioeconomia

O programa de Felipe Camarão defende o fortalecimento da economia territorial, incluindo agricultura familiar, extrativismo, pesca artesanal, economia solidária, turismo comunitário e economia criativa. Segundo o documento, esses setores têm maior capacidade de distribuir renda e manter recursos circulando nas comunidades.

A bioeconomia aparece como uma das estratégias centrais, com destaque para produtos da sociobiodiversidade, como o babaçu, além da proposta de ampliar beneficiamento, certificação, inovação e participação das comunidades nos resultados econômicos.

Infraestrutura, saneamento e capacidade do Estado

O plano também aborda desafios de infraestrutura, como abastecimento de água e saneamento. O diagnóstico apresentado aponta que o acesso a esses serviços ainda está abaixo da média nacional, defendendo investimentos para ampliar a cobertura.

Outro ponto destacado é a modernização da gestão pública. O documento prevê mecanismos de monitoramento, definição de metas, indicadores e acompanhamento da execução das políticas, com participação popular e transparência.

Participação popular e acompanhamento das ações

O plano afirma que a participação social será um elemento permanente da gestão, com mecanismos de controle social, transparência ativa e acompanhamento das políticas públicas pela população.

Ao apresentar o documento, Felipe Camarão afirma que o objetivo é construir um Maranhão que “gera riqueza e a distribui”, combinando crescimento econômico, redução das desigualdades e ampliação de oportunidades para a população.

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